terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sórdido

O Cotidado é a parte mais dura do existir
Parece que estamos em um círculo e tudo gira da mesma forma.
Hoje estamos bem, amanhã nem tanto, e logo estaremos mau,
Pensando no amanhã que não chega,
Nos sonhos que não realizamos
Nos amores que ficam
Nas tardem que não chovem
Nas noites que não chegam
Nas pessoas que sonhamos
Nas lágrimas que ficam
E no adeus ao que não temos

E os sentidos?
A vida é cheio deles
Mas onde podemos encontrar?
Será que o brilho das estrelas escondem os segredos da felicidade?
Será que a lua é nosso elo de ligação com Deus?
Infinito e sozinhos
Presos em nossas mentes
Questionamos nosso ser
Sorrimos pros vizinhos
Mas não sorrimos pro espelho
Reflexos quebrados e partidos
Nossas almas estão presas
Acorrentadas à mentiras que dizemos sem nos darmos conta

Sonhar?
Temos sonhos que só adiamos
Promessas que só desejamos
O medo nos consomem
Ele fecha nossos caminhos
Fecha nossas mentes
Cria um monstro em nós mesmos
Que não nos deixa escapar

Por que o cotidiano é assim?
Reptidas vezes, como uma dança sem fim
O Sol se vai
A noite nasce
A vida passa, e tudo se esvai
Onde encontrar o sentido?
Onde sentir-se encontrado?

Vou deitar-me aqui
Me acorde quando a vida mudar

4 comentários:

  1. Nossa que poema lindoo, Wilton muito bem criativo seu poema. Foi a mistura da verdade, com um desabafo que muitos adolescentes queriam ter dito.

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  2. tenho uma notícia, caro amigo: a vida não muda, nós é que mudamos, talvez por isso ansiamos que as coisas caminhem no nosso ritmo, frenético...
    gostei muito, com certeza um dos melhores, está maduro, verdadeiro

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