quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Retrospectiva Blogal - Trilha Sonora de 2014

Os vários momentos da vida merecem uma bela trilha sonora. Aquele momento em que tudo pára e apenas a melodia de uma canção ressoa na nossa mente; abraços de partida; vivências únicas; experiências inesquecíveis. 2014 foi um ano com bons momentos e, quase sempre, uma música ressoava como um eco retumbante na minha cabeça, registrando cada espaço do tempo e marcando uma trilha sonora eterna na minha vida. 

Canções me lembram momentos, saudades trilhadas por canções. Este ano eu me maravilhei com a Bossa Nova, sua beleza singela e seu batuque único. Nunca fui de dar muita atenção para a MPB e para os, considerados, clássicos nacionais. O primeiro a "me conquistar" foi Tom Jobim e seu piano certeiro, que toca os corações. "Porque desafinados também têm coração". Eu, como um desafinado, vi nas interpretações de Jobim uma brasilidade patriótica recentemente aflorada em mim. Através de Jobim, descobri Elis Regina, João Gilberto, Chico Buarque e Caetano Veloso. Vozes únicas que cantavam as nossas lamúrias. "País tropical sofrendo a doença crônica da má política". A Bossa Nova trilhou a morte dos nossos heróis e o renascimento da liberdade.

Também descobri na música o meu lado etéreo; encontrei nos leves sons do piano, violino, violoncelo e harpas, um sentimento de plenitude sem igual. Descobri a trilha das estrelas e dos afogados.

Ah, e também redescobri as trilhas de viagens, as que marcaram os momentos pela estrada, na busca por um destino sem endereço.

Nas vozes trajantes, nos toques sensíveis e nas letras utópicas, o meu caminho trilhou as linhas de letras universais, que além do mar, do deserto e das solitárias estradas escreveram mais um capítulo no livro da minha vida. Eis à seguir algumas dessas canções que foram minha trilha sonora em 2014:

Pra dizer que não falei das Flores - Geraldo Vandré
Mercury - Sleeping at Last
All of the Stars - Ed Sheeran
Sete Vidas - Pitty
Broken - Jake Bugg
Vaga-lumes Cegos - Cícero
Push the Button - Amy Lee
Chão de Giz - Zé Ramalho
Doy un paso atrás - Samo
Chega de Saudade - João Gilberto
Vento no Litoral - Legião Urbana

Dare - Shakira



Violin - Amos Lee


Heroes - David Bowie


Varüd - Sigúr Rós



Wait - M83


Society - Eddie Vedder


Quero ser Feliz Também - Natiruts




Construção - Chico Buarque

Demorei muito para descobrir a existência da música de Chico Buarque. Já disse no texto do início da postagem que este ano eu descobri a bossa nova e sua intensidade. Chico foi uma grande descoberta que chegou para ilustrar um momento histórico do Brasil: as eleições de 2014. Não foi fácil viver neste ano em que o país se polarizou e os nervos ficaram à flor da pele. Muita ignorância foi compartilhada e muita mentira contada de ambos os lados. Nunca devemos ignorar a história, e Chico tão bem fez a trilha sonora de anos de amargura que o Brasil e a América Latina viveram, que sua obra até hoje é muito atual. "Construção" é só mais uma obra-prima deste poeta brasileiro que tanto disse e tanto vai dizer.

"Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir 
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir 

Por me deixar respirar, por me deixar existir, 

Deus lhe pague"




Lockdown - Amy Lee ft Dave Eggar

Não é segredo pra ninguém que eu sou fã de carteirinha da Amy Lee e do Evanescence. Este 2014 foi um ano iluminado para ela, já que a cantora teve a graça de ter o seu primeiro filho, Jack Lion. Além de ser mãe, Amy ajudou na trilha sonora do filme "War Story", que narra a história de uma fotógrafa assombrada pela guerra. Amy, em parceria com o violoncelista  Dave Eggar, produziu então "Aftermath": o primeiro trabalho solo de Amy Lee. "Lockdown" é a música que representa o CD, e apesar de não ser a melhor música do álbum, que teve uma boa receptividade pela crítica, é a que me lembra mais o Evanescence, portanto, se tornou minha favorita. Lockdown é uma das músicas do ano, o ano da Amy.

'Posso sentir você me chamando
Eu consigo saborear o veneno em seu coração
Mas estes sonhos
Mancham a linha entre a guerra e a paz
Para sobreviver, eu me bloqueio"


Saturn - Sleeping at Last

A música de 2014 quase não tem letra, mas diz muito nos seus silêncios. É etérea, envolvente, triste, melancólica, esperançosa e romântica. É tudo que eu espero em uma canção. Ela foi trilha em vários momentos deste ano, em um especial, marcante na minha vida: quando no Atacama, fiz um tour astronômico e vi Saturno "mais de perto". Toda a discografia (me apresentada e presenteada por um grande amigo) do Sleeping at Last é única e marcou minha trilha sonora de 2014; essa canção  da banda representa todas as outras, que falam do universo e da plenitude como poucas. Ela me lembra pessoas, momentos e lugares. Tenho toda a certeza do mundo e do universo que é uma das minhas trilhas até o fim da vida. Saturn é incrível.

"Com falta de ar eu explicarei o infinito
Quão raro e belo é realmente existirmos"








segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

#Retrospectiva Blogal - 2014 - um ano de momentos

Após uma longa pausa de postagens, retomo com esta a série de publicações de fim de ano que já é comum no "Universo em Expansão".

O ano de 2014 foi um ano de vários momentos especiais na minha vida. Não foi um ano de tantas aventuras como 2013, mas me reservou boas viagens, aprendizados, vitórias e conquistas para toda a vida.

Comecei o ano com uma viagem incrível ao Rio de Janeiro. Fomos eu, Rocko, Devon e Iván durante o carnaval, e por 20 dias aproveitamos as praias e as belezas cariocas e fluminenses. Fizemos trilha em Ilha Grande e aproveitamos o calor tropical da selva para nos aproximar da natureza. Aprendi, tardiamente, a nadar (não muito bem ainda, talvez eu já tenha até me esquecido) e fizemos um mergulho na Lagoa Azul e na Ilha de Botinas, entre Angra e Ilha Grande. Mergulhamos com os peixes em um mar azul intenso e foi incrível. Acampei pela primeira vez (uma experiência que para mim não foi muito agradável) e pude conhecer algumas das praias que são minhas favoritas: Lopes Mendes, Praia Preta e Praia Vermelha. Acompanhei o carnaval do Rio no sambódromo; me entusiasmei com uma cidade extremamente brasileira. Entre as frutas e o açaí, conheci o Cristo Redentor, Pão de Açúcar e a incrível Biblioteca Nacional. Me reaproximei da cultura brasileira e dos contornos exóticos do nosso país. 

Rocko, Eu, Devon e Iván na Escadaria de Selaron no Rio


Botinas, em Ilha Grande

Após os incríveis dias no Rio voltei para minha realidade de pé vermelho e meu foco mudou para a faculdade. Foi meu último ano na graduação e me empenhei no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Sempre quis escrever um livro-reportagem e as experiências do meu intercâmbio no Chile ainda eram tão intensas que resolvi transformá-las e eternizá-las no que seria o meu orgulho maior deste ano tão importante. O "Por Detrás da Cordilheira" é um livro-reportagem-viagem de crônicas que conta com 16 textos que narram, de forma descritiva, a minha percepção como estudante de jornalismo e minha experiência em Santiago do Chile. Entre textos sobre o idioma, educação, poesia e política, nas 110 páginas do livro, busquei eternizar diversos momentos que são inesquecíveis na minha vida acadêmica e pessoal. No dia 01 de dezembro apresentei o meu trabalho e, apesar do nervosismo, me consagrei com um 10 que, aquém das modéstias, foi merecido.

Capa do meu livro e produto do meu TCC

A saudade foi uma palavra constante neste ano, pois estive longe de amigos e pessoas que aprendi a amar, mas que ficaram do lado de lá da cordilheira. Em agosto tive a oportunidade de voltar para Santiago, e matar um pouquinho da saudade daquele país e de quem por lá ficou. Vivi novas aventuras, revivi momentos e tive a certeza de que o Chile entrou pra ficar na minha vida. Viajei um pouco mais e conheci La Serena e o famoso Valle Del Elqui e vivi um momento único nas montanhas, sob um céu extremamente estrelado e inspirador. Fiz trilha de bicicleta e caminhei pela areia fria da praia nostálgica de La Serena. 

Além das viagens e dos momentos marcante, tive a oportunidade de conhecer algumas pessoas que, tenho certeza, ficarão para sempre na minha vida. Não vou citá-las aqui, mas são amigos da Livrarias Curitiba, que tanta alegria me proporcionou (especialmente na lendária Clip e na nossa viagem juntos à Curitiba). Com toda certeza o melhor lugar em que já trabalhei. Amigos ficaram e se fortificaram no meu coração. Tive a oportunidade de fazer parte de um novo grupo na faculdade, e o agradeço por me acolherem. Alguns amigos se foram, deixando algumas amarguras e saudades, mas o importante é que vivi vários momentos inesquecíveis com eles.

Apenas alguns, dos melhores colegas de trabalho na Livrarias Curitiba


Para finalizar, 2014 foi um ano de muita leitura, conhecimento e amor. Neste ano que está acabando, apaixonei-me pela escrita de Gabriel García Márquez, o eterno Gabo e seus quase Cem anos de Solidão; conheci a narrativa pontual de Haruki Murakami e sua ficção com cara de realidade; me reaproximei da literatura brasileira com Lygia Fagundes Telles, Amyr Klink e Rubem Alves; fui além da realidade com Stephen King, Tolkien, Poe e muito terror e fantasia. 

Tive uma trilha sonora de bossa nova, com Caetano, Chico Buarque, Cícero, Tiago Iorc, Elis Regina e os memoráveis Tom Jobim e João Gilberto. Descobri uma música mais etérea com Sleeping at Last e Sigúr Rós. Passei pelo violão de Amous Lee, pela guitarra de Eddie Vedder e pelas melodias do Radiohead. Continuei a ouvir Amy Lee, me emocionando com o nascimento do primogênito Jack Lion. 

Eddie Vedder e Pearl Jam, uma das principais trilhas de 2014


Fui muito ao cinema, mas tive poucas surpresas. Interestelar, Her e o Grande Hotel Budapeste foram de tirar o folego. O Hobbit e A Culpa é das Estrelas nem tanto. Adorei o salto contra o preconceito do Hoje eu quero voltar Sozinho e aproveitei para conhecer e ver filmes antigos que não tive oportunidade de ver.

O ano termina com uma lição incrível: viva o momento; não antecipe o futuro. Aprendi a esperar e ser mais forte. Fui mais responsável e decifrei as várias etapas deste ano tão marcante e incrível que termina com um sabor de nostalgia e um gostinho de quero mais. Que 2015 seja mais ainda do que foi 2014. À partir desta postagem, começo minha retrospectiva blogal. 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

200 mil Visitas

Gostaria de agradecer aos meus visitantes, sejam eles conhecidos ou não, pelas 200 mil visitas que o Blog "Universo em Expansão" já recebeu nestes 4 anos de existência. Não é lá muitas visitas, até porque as postagens por aqui não costumam ter uma frequência e acontecem de acordo com as minhas vontades ( poder hehe ), mas é um número expressivo para uma página que não tem tantas pretensões. 




Entre poesias, músicas, cinema, literatura e desabafos, este meio tem sido uma forma de me expressar, de falar o que sinto e o que senti, e também de compartilhar meus gostos e impressões. É uma maneira muito interessante de escape e com toda a certeza um meio importantíssimo para exercer minhas ganas de um futuro ( muito em breve ) jornalista.

Espero que meu Universo continue a se expandir mais e mais, e que eu possa compartilhar mais viagens, experiências, gostos e impressões deste mundo tão grande que nos desafia a ser descoberto.

Obrigado pela Visita e volte sempre.

Wilton Black

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Nosferatu: O terror moderno nos moldes antigos

No mês passado tive o prazer de ler o novo lançamento de Joe Hill no Brasil, o thriller "Nosferatu".  O livro tem pouco mais de 600 páginas e foi publicado pela editora Arqueiro. 



Para quem não sabe, Joe Hill é filho do mestre do horror moderno Stephen King. A iniciativa de não utilizar o sobrenome do pai é uma estratégia para que não haja uma comparação entre ambos, porém, isso se torna quase impossível com a leitura de "Nosferatu", um livro cheio de referências culturais e com um bom humor e uma linguagem que lembra muito os romances de Stephen King.



Sinopse: 

" Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem. 

Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor. 

E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca… e acaba encontrando Charlie. 

Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic. 

Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror."

 
Opinião:

Já li todos os livros publicados por Hill no Brasil, inclusive um conto ( ainda não traduzido ) que o escritor fez com seu pai, chamado " In the Tall Grass", e Nosferatu se tornou  meu livro favorito de Joe.

Quando afirmei que é quase impossível não compará-lo com King, não me referia quanto à qualidade literária de ambos. Cada um dos dois, apesar de escrevem o mesmo gênero, possui suas características e influências. Enquanto King tem um texto mais denso e focado em características psicológicas dos seus personagens, Hill possui uma narrativa  rápida, na qual os fatos se explicam no contexto apresentado. King possui referências mais clássicas como Lovecraft, Poe, Shelley, e também séries e filmes que fizeram parte de sua infância. Hill é influenciado pela cultura moderna e por seu próprio pai.

 Quanto ao livro em questão, é possível perceber um traço marcante na narrativa do autor. Ele prefere optar por personagens antipáticos, que não fazem o estilo "bom mocinho". Vic, a protagonista desta história, é assim. Apesar de possuir um dom muito especial, a garota é problemática e tida como uma má filha. Após uma adolescência traumática e perturbada, ela se torna uma adulta depressiva e uma mãe medíocre.  



O título nos remete ao clássico vampiresco do cinema, Nosferatu, mas o livro é uma adaptação moderna do que seria um "vampiro". Charlie Manx possui poderes psíquicos que estão relacionados ao seu carro ( NOS4A2 - Placa do rolls-roice que dá título ao livro em inglês ). Esse poder o permite viajar por dimensões, e uma delas é a "Terra do Natal" onde sempre é Natal. Charlie para lá leva suas crianças que, muitas vezes, são maltratadas por seus pais na nossa dimensão. Para Manx o que ele faz ( sequestrar, possuir e fazer com que elas matem os pais ) é na verdade um bem para elas. O caminho dos dois se cruzam , quando o dom de Vic a faz chegar até Manx.



Não vou falar muito mais do enredo, porque minha intenção é que você leia, mas não resta dúvidas de que Joe Hill se transforma em um dos maiores escritores de terror do nosso tempo. Sua narrativa rápida, descritiva e cheia de referências culturais fazem com que suas história prendam o leitor até o final e as reviravoltas que ele constrói o deixam muito longe do óbvio e dos finais clichês, que rondam a literatura dos dias de hoje.

Indico então a leitura de Nosferatu que é um dos melhores lançamentos do ano. Além deste livro, Joe Hill lançou " A Estrada da Note", "Fantasmas do Século XX" e " O Pacto", além de alguns contos em revistas americanas.


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Astronomia do Amor



As estrelas são seus olhos 
E seus olhos me guiam para o infinito 
Sem medo de ser descoberto 
Há um universo em conflito 

Um lugar onde estrelas não morrem 
E nenhum brilho se apaga 
As estrelas cadentes não fogem 
A Via-Láctea me afaga 

A noite dorme em sonolência 
Meu doce sonho de te amar 
O infinito é nossa essência 
O universo eu quero te dar 

 As constelações se formam por nosso amor
 A luz viaja em nosso olhar
 A lua conspira a nosso favor 
Tenho sorte em te amar.

OBS: Essa poesia nasceu em um dia de grande inspiração e que fica marcado na minha memória. O dia em que vi o céu como poucos. Logo vou relatar a experiência aqui no Universo em Expansão.

"Aftermath" divide opiniões entre fãs de Amy Lee

Na última segunda-feira, 25 de agosto, os fãs de Amy Lee, vocalista do Evanescence, se surpreenderam com o som de "Aftermath" álbum de trilha sonora do filme "War Story" e primeiro disco da cantora sem seus colegas de banda. O filme é dirigido por Mark Jackson e conta a história de uma jornalista e fotógrafa afetada por um trauma pessoal que decide tirar retratos de pessoas envolvidas em conflitos na Líbia. Neste processo, ela acaba conhecendo uma jovem refugiada, e aceita correr vários riscos para protegê-la. 



Alguns fãs da banda não gostaram do resultado final do disco e muitos chegaram a confundir tudo, acreditando que o álbum é a assinatura do fim do Evanescence. Esclarecendo as coisas: NÃO É O FIM  DA BANDA, Amy Lee nunca afirmou isso. Ela disse apenas que também precisa de outros escapes musicais:



“Com os fãs, comigo mesma, eu sei que o Evanescence, é uma entidade, é maior do que eu mesma, o que é incrível, mas eu posso escrever uma música e dizer: ‘Isso é ou não é Evanescence.’ E os dois acontecem. Então existe sim a necessidade de ter outros escapes criativos para que eu faça música.”
 
Como fã desde 2004 tenho grande apego pela banda que fez parte de toda a minha adolescência, e por isso, me sinto apto a opinar sobre o novo disco. 
 
 

Minha surpresa com "Aftermath" teve um saldo positivo já que eu nunca esperei um CD como os anteriores trabalhos da Amy. Estamos falando de uma trilha sonora. As músicas devem se encaixar perfeitamente com o roteiro e ilustrar cenas do filme. O trabalho tem uma finalidade diferente de um disco feito somente para os fãs. A limitação é maior e a responsabilidade também. São duas artes ( cinema e música ) que se encontram e formam um só momento. Se a música não estiver no ponto certo, o filme fica sem graça e perde parte da sua mensagem. Como resultado final em "War Story", as músicas de "Aftermath" se encaixam perfeitamente nas cenas e na emoção que os atores nos passam, portanto, é uma grande trilha sonora e a Amy, juntamente com Dave Eggar e equipe, merecem Parabéns.



Minhas faixas favoritas do disco são as cantadas pela Amy ou as que se percebe um trabalho maior da cantora. " Pusth the Button", "Lockdown", " Drifter", "Can't Stop What's Coming" e "Between Worlds" são as que mais me agradaram. O uso de sintetizadores e uma pegada mais eletrônica deram um aspecto sombrio, pop e formam um belo par com a voz de Amy Lee. 



A maioria das músicas é instrumental e possui um toque de violoncelo ( Dave Eggar ), realizando bem o  papel de ilustrar "War Story". Há uma faixa que se chama "Dark Water" cantada em árabe por Malika Zarra. No principio não gostei muito, pois senti falta da voz de Lee, mas no decorrer do tempo tem me agradado mais. A voz de Malika é realmente muito bonita e se encaixa na história do filme. Ainda é a que menos gosto, mas pode mudar.



Não espero uma grande divulgação deste CD já que é apenas uma trilha sonora com toques de primeiro disco solo ( o que nunca foi dito por Amy Lee ), porém, gostei da receptividade no i-tunes e acredito que se um dia a vocalista do Evanescence decidir um novo rumo para sua vida artística, com toda a certeza ela será bem recebida pelos críticos e pelos seus verdadeiros fãs.


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Amy Lee lançará álbum solo

A vocalista do Evanescence, Amy Lee, lançará um álbum solo em parceria com o violoncelista Dave Eggar. O disco, intitulado "Aftermath", é a trilha sonora do filme "War Story" dirigido por Mark Jackson. A data prevista para o lançamento é dia 25 de agosto.

Em seu site oficial ( outra novidade para os fãs ) a vocalista do Evanescence postou sobre as música e o CD  "Mesmo que o filme seja muito sobre se sentir paralisado pela dor, essas músicas são sobre liberdade para mim. Eu confiei em mim, nós confiamos uns nos outros. Nós abrimos nossos corações e exploramos caminhos que nunca vivi antes - e eu encontrei inspirações em coisas que não sabia que gostava", contou Amy Lee.


1- Push the Botton
2- White Out ( feat Dave Eggar )
3- Remember to Breathe ( feat Dave Eggar )
4- Dark Water ( feat Malika Zarra )
5- Between Words ( feat Dave Eggar )
6- Drifter ( feat Dave Eggar )
7- Can't Stop What's Coming ( feat Dave Eggar )
8- Voice In My Head ( feat Dave Eggar )
9- Lockdown ( feat Dave Eggar )
 10- After ( feat Dave Eggar ) 

 O Evanescence não lança material novo desde 2011 quando o último álbum autointitulado  da banda estreou em 1º na Billboard. "Aftermath" é um trabalho solo de Amy, mas, para alívio dos fãs,  o Evanescence continua a existir. Recentemente a banda anunciou a saída da gravadora Wind-Up, pois o relacionamento com eles já não era dos melhores. Confira à seguir um teaser divulgado no canal do Evanescence no Vevo:


 No trailer de "War Story" é possível identificar trechos de "Lockdown", música que estará presente em "Aftermath":



terça-feira, 5 de agosto de 2014

Lançamento: "Se eu ficar" chega às livrarias e logo nas telonas

Um dos filmes e livros mais aguardados do ano, especialmente pelos adolescentes, é "Se eu ficar", romance escrito por Gayle Forman, jornalista e escritora americana. O livro foi best-seller do The New York Times e ficou por muitos meses esgotado no Brasil. Prestes a ser lançado nos cinemas, a editora Novo Conceito relança o livro que promete ser a nova sensação após o enorme sucesso do beste-seller " A Culpa é das Estrelas" de John Green.



" Se eu ficar" é um romance simples, terno e direto que conta a história de Mia, uma jovem musicista que tem uma vida tranquila e feliz ao lado de sua família e de seu namorado Adam. Tudo muda completamente quando o carro onde sua família estava sofre um grave acidente e a moça se vê em estado de coma. Veja à seguir a sinopse do livro:

"A última coisa de que Mia se lembra é a música. Depois do acidente ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo tirado dos destroços  do carro de seus pais, mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir aos esforços dos médicos para salvá-la, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta pra ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de sua vida... Se eu ficar."

Chlöe Grace faz o papel de Mia em " Se eu ficar"
Estou terminando a leitura do livro e o recomendo para àqueles que gostam de livros leves e com uma linguagem simples. A história tem uma protagonista que, apesar de ser certinha, tem atitudes e pensamentos que podem ser caracterizados como egoístas ou mesquinhos. Porém, esse é um dos méritos do livro, já que a trama se baseia em uma escolha. Mia deve ficar ou partir? Uma bela história espiritual e de amor à vida. Confira à seguir o trailer do filme que estreia no Brasil no próximo mês:


quinta-feira, 31 de julho de 2014

Happy Birthday Harry Potter e J.K.Rowling + Final Copa do Mundo de Quadribol

Hoje, 31 de Julho, é uma data especial pra qualquer pottermaníaco. É aniversário da britânica e criadora da série Harry Potter, J.K.Rowling, e também completa mais um ano de vida o personagem principal que leva o nome dos livros. Seguindo a cronologia da história Harry faz 34 , enquanto que Rowling completa 49 anos. 



Com apenas 27 anos a escritora iniciou a série que venderia quase 600 milhões de livros e a tornaria a primeira autora a se tornar bilionária. Harry Potter foi publicado em 1997 no Reino Unido e chegou ao Brasil em 2000 editado pela Editora Rocco. Foram sete livros de sucesso com o último lançado em  21 de julho de 2007. Além dos livros, oito filmes campeões de bilheteria aumentaram a fama do bruxinho que até hoje conquista fãs pelo mundo.

Harry é interpretado por Daniel Radclife nas telonas


Após o final de "Harry Potter", J.K lançou outros dois livros adultos de suspense, " Morte Súbita" e " O Chamado do Cuco". Recentemente a autora surpreendeu os fãs com uma história exclusiva dos personagens na Copa Mundial de Quadribol realizada na Patagônia. O pequeno conto foi publicado no site Pottermore.com, e nos mostra os personagens na atualidade além de nos brindar com detalhes de como foi a continuação da vida dos mesmos após os eventos de Relíquias da Morte. 

Como fã da série e da autora, deixo aqui meus parabéns à uma das escritoras que mais influenciou gerações de leitores pelo mundo e também ao personagem Harry Potter que nunca será esquecido.

Confira o conto que foi traduzido por fãs brasileiros. A final da Copa de Quadribol foi realizada por Brasil e Bulgária. Leia:


Veja como foi o caminho dos finalistas




Durante a cerimônia de abertura:


Rita Skeeter: “E na área VIP, quem chama a atenção dos espectadores é a Família Potter. Parece que a maioria está vestido de vermelho, torcendo para a Bulgária – exceto Albus, que veste verde, torcendo para o Brasil. Segundo Gina, o menino é grande fã do jogador Gonçalo Flores!”


Gina Potter: “A cerimônia de abertura foi concluída com uma interessante formação de pirâmide feita por Veelas e Curupiras. Por um momento, depois de serem machucados nos olhos, todos achavam que as Veelas iriam repetir a cena de 1994 e ficariam na forma aterrorizadora de Harpias, mas ainda bem que isso não aconteceu.”

 
Os Curupiras foram os mascotes do Brasil


“E aí vem os dois times: Brasil de verde e Bulgária de vermelho!”

“E começa a partida! 14 Jogadores estão no ar em busca do título!”


Rita Skeeter: “Quase toda a família Weasley está torcendo para o Brasil. Já era de se esperar que Rony não iria torcer para o ex-namorado de sua esposa, mas Hermione não está usando nenhuma cor específica para indicar o time pelo qual está torcendo. Estaria ela torcendo secretamente para o time de Krum? Ou seria esse o tipo de neutralidade diplomática de alguém que espera ser Ministro da Magia?”


5 minutos de jogo: Gina Potter: “A Goles está na posse do Brasil, mas Draganov e Vulchanov os impedem de marcar. Flores, Diaz e Alonso tentam achar uma maneira de passar pelo batedores da Bulgária.”


18 minutos: Rita Skeeter: “Enquanto isso, na área VIP, Luna Lovegood parece estar oferecendo alguns biscoitos para seus amigos. Alguns ainda hesitam em aceitar tais biscoitos, já que eles são feitos  pela menina cujo apelido na escola era “Di-Lua”!!!”


32 minutos: Gina Potter: “Uma excelente interceptação pelo atacante búlgaro Levski e a Bulgária está perto do gol, passa para Vassileva – AI! Até os brasileiros gemeram em compaixão pelo balaço que atingiu Vassileva duramente na garganta. Ele deixou a Goles cair, Flores a pegou e agora o Brasil tem a posse da bola de novo!”


33 minutos: Rita Skeeter: “Neville Longbottom está rindo de algo que Harry Potter cochichou-lhe no ouvido. O que será que é tão engraçado? Será que Potter está querendo chamar a atenção?”.


37 minutos:
Gina Potter:
“E temos o primeiro da partida para o BRASIL! marca!”



38 minutos: Rita Skeeter: “Albus Potter quase caiu de seu box na área VIP vibrando pelo gol de Flores, seu jogador favorito. Tio Rony conseguiu salvá-lo a tempo do que seria uma significante morte internacional. O irmão James está rindo da situação (teria ele empurrado Albus?). Harry parece despreocupado e entrega um dos doces de Di-Lua para seu segundo filho.”


42 minutos: Gina Potter: “Draganov e Vulchanov estão sendo bem sucedidos em distrair os atacantes brasileiros, impedindo o formidável trio de fazer o segundo gol, mas a Bulgária está contando muito com a defesa e o seu último toque na Goles resultou em Grozda deixá-la cair. Nenhum sinal do Pomo de Ouro.”

 54 minutos: Rita Skeeter: “Harry Potter está vibrando a cada boa jogada da Bulgária, enquanto que Rony Weasley está a ranger os dentes e Hermione boceja. Se ela está entediada ou cansada da folia barulhenta na área VIP, seus anfitriões argentinos só podem ficar ofendidos por tamanha grosseria.”


59 minutos: Gina Potter: “Bogomil Levski passa pela defesa brasileira e iguala!”


1 hora e 10 minutos: Rita Skeeter: “Percy Weasley, Chefe do Departamento de Transporte Mágico, está apreensivo enquanto acompanha a partida. Grisalho e careca, ele envelheceu consideravelmente desde a Batalha de Hogwarts (onde ele se tornou a infeliz personificação da frase “antes tarde do que nunca”).”


1 hora e 23 minutos: Gina Potter: “De repente estourou vários passes de Goles rápidas como fogo pelo time brasileiro e resultou em vários gols. Gonçalo Flores fez mais dois gols e Fernando Diaz fez um, fazendo o placar ir a 40-10. Bulgária está cometendo muitos erros e precisa tomar a ofensiva. Brasil parece ser o mais forte até agora.”


1 hora e 31 minutos: Rita Skeeter: “Carlinhos Weasley, que carrega várias queimaduras devido ao seu trabalho com os dragões, também não parece estar prestando muita atenção no jogo, preferindo conversar com Rolf Scamander, marido de Di-Lua Lovegood. Qualquer um que tenha testemunhado, nunca irá esquecer-se da expressão no rosto de Scamander ao ver o vestido de noiva de sua esposa – arco-íris, lantejoulas e uma tiara com chifres de unicórnio prateado. Luna e Scamander são vistos de mãos dadas, mas isso pode ser pelo fato de que Rolf está tentando impedir que sua esposa coloque mais um de seus Chapéis de Eventos Especiais!!!.”


1 hora e 43 minutos: Gina Potter: “O POMO DE OURO FOI VISTO! Com o placar em 50-20 (gols seguidos por um minuto entre Alonso e Vassileva) um flash dourado perto dos aros brasileiros fez Silva e Krum correrem – Batedores e Atacantes se espalharam – Krum está na frente, mas, por pouco, perdeu a captura – assim que o Pomo de Ouro dispara para cima, ambos apanhadores parecem não conseguir enxergar direito por causa do brilhante Sol argentino – o Pomo de Ouro desapareceu de novo.”




1 hora e 58 minutos: Rita Skeeter: “George Weasley, rico co-proprietário da loja Gemialidades Weasley, tem apenas uma orelha. Isso não impediu ele de se casar com a ex-namorada de seu falecido irmão, Angelina Johnson, ou de ter dois filhos com ela: Fred e Roxanne. Eles estão dando um show de reunião de família. Contudo, segundo minha colega, Gina Potter, Angelina deixou seu lar conjugal para cuidar de seu pai doente. Enquanto isso, Teddy Lupin e Victoire Weasley aproveitam um momento de distração para sentarem mais distantes dos outros.”


2 horas e 3 minutos: Gina Potter: Momentos depois de Diaz aumentar a liderança do Brasil – 60 a 20 – o batedor Santos bateu fortemente com seu bastão na cabeça de Viktor Krum. O árbitro está analisando a gravação através de um ominóculo para determinar se uma falta foi cometida. O jogo foi paralisado.”


2 horas e 4 minutos: Rita Skeeter: “Um grande murmúrio veio da plateia no momento em que Ronald Weasley beijou sua esposa. Esse pequeno exibicionismo parece ter enojado os espectadores – Gina acabou de me informar que o murmúrio da plateia foi para um jogador que sofreu uma lesão.”


2 horas e 21 minutos: Gina Potter: “Nenhuma falta! O árbitro alemão Herman Junker concluiu que Rafael Santos não teve a intenção de bater em Viktor Krum com seu bastão. Krum sinaliza que está apto a jogar e a partida recomeça.”


2 horas e 36 minutos: Rita Skeeter: “Hermione Granger não notou de imediato a lesão sofrida por seu ex-namorado, Viktor Krum, devido a mal-empregada exposição de afeto instigada por seu marido anteriormente. O mesmo não pode ser dito de Neville Longbottom, que parece estar descrevendo de forma precisa como Krum parou seu sangramento nasal, para o bem de seu afilhado, Albus.”




2 horas e 38 minutos: Gina Potter: “Meros minutos após o jogo reiniciar, Krum e Silva estão subindo muito rápido – 5 mil ominóculos estão seguindo o par de jogadores indo para Sol argentino que faz eles não enxergarem muita coisa.”


2 horas e 39 minutos: Rita Skeeter: “A Armada de Dumbledore parece agitada e tensa. Teria alguém ofendido gravemente os outros? Teria uma ferida sido reaberta no meio de milhares de pessoas? Deveria a Armada de Dumbledore chamar tanta atenção para eles quando, aparentemente, algo está acontecendo em campo?”


Gina Potter: “Krum e Silva estão numa corrida pelo Pomo de Ouro, que Silva viu primeiro – ele está 1,20 metros na frente de Krum assim que os dois sobem quase verticalmente”

Rita Skeeter: “Todos estão de pé, incluindo o pessoal na área VIP – Harry Potter está gritando – e, se minha leitura de lábios está certa, Ronald está fazendo um juramento…”
Gina Potter: “Krum está se aproximando de Silva, mas será que isso será o suficiente?”


Rita Skeeter: “Teddy Lupin bateu, acidentalmente, no nariz de sua namorada enquanto gesticulava – será que estamos prestes a presenciar um término em plena Copa Mundial de Quadribol?”


2 horas e 45 minutos: Gina Potter: “Krum e Silva estão pescoço por pescoço em busca do Pomo de Ouro e…. KRUM PEGOU O POMO! BULGÁRIA VENCEU!”


Pós-jogo: Rita Skeeter: “Teddy e Victoire voltaram a ficar juntos – será que eles não se importam com Quadribol? Não estariam eles ocupando lugares valiosos, quando outros bruxos e bruxas simplesmente amariam estar ali? Eu não consigo ver a área VIP – todos estão pulando… Aah, assim está melhor, as pessoas estão se acalmando. A Armada de Dumbledore parece aprovar a vitória, Harry Potter em particular parece emocionado. Albus está aplaudindo, sem dúvida a pedidos de seu pai!”

Segundo Rowling, o Brasil foi cinco vezes campeão da copa de quadribol


Fonte: ( http://http://portalcaneca.com.br/final-da-copa-mundial-de-quadribol/)

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Nasce o primeiro filho de Amy Lee

Nasceuo primogênito da vocalista do Evanescence Amy Lee. O nome escolhido foi Jack Lion Hartzler é o primeiro fruto do casamento da cantora com o psicólogo Josh Hartzler, com quem ela casada desde 2007. Amy Lee publicou em sua conta do Instagram e também do Facebook um texto e uma foto demonstrando sua emoção em ser mãe e ao mesmo tempo presenteando os milhões de fãs que o Evanescence tem por aí. Confira a foto e a tradução do texto a seguir:

" Nosso filhote, Jack Lion Hartzler está aqui! Eu nunca conheci as profundezas do meu coração até agora. O mundo explodiu em cores."



Lembrando que Amy publicou recentemente que logo teremos música nova, provável fruto da trilha sonora do filme "War Story" que Amy ajudou a produzir. Confira a seguir "Your Love" música antiga que caiu na net ( infelizmente em uma qualidade baixa ), mas que era aguardada na íntegra pelos Evfãs desde 2009.



sexta-feira, 25 de julho de 2014

Retorno + O Pacto - Joe Hill

Faz um tempo que não dou as caras por aqui. Não tenho uma desculpa plausível pra dar, apenas a de que não senti vontade de escrever nada durante as últimas semanas. Tive aquele tão famoso bloqueio literário (que eu considerava uma lenda). Nada do que eu tentei escrever saiu da primeira linha. Volto então na busca de novas inspirações e da concretização do meu projeto de TCC que é escrever um livro sobre o meu intercâmbio no Chile. Posto novidades logo que as tiver, pois o motivo desta postagem é outro.

O livro " O Pacto" de Joe Hill se revelou um dos meus favoritos dos últimos anos no gênero do terror. Hill, ( filho de peixinho peixinho é.. algo assim ) é filho do Stephen King, meu autor favorito. Aproveitando que hoje é dia 25 de julho, dia do escritor, gostaria de postar aqui o trailer e o cartaz do filme que é estrelado por Daniel Radclife  ( sempre famosos por Harry Potter ) e tem data de estreia nos EUA para o dia das bruxas ( 31 de outubro ). 




Na trama, o jovem Ig Perris ( Radclife ) é abalado pela morte e estupro de sua namorada sendo que ele se torna o principal suspeito. As investigações não revelam muita coisa e o tempo passa até o dia em que Ig acorda e se depara com um par de chifres em sua cabeça além de um estranho poder (ele escuta os segredos mais íntimos das pessoas) Com esse "dádiva", Ig resolve descobrir o assassino da sua namorada e se vingar. Vejo o teaser a seguir:


terça-feira, 3 de junho de 2014

Mr.Mercedes: Novo livro de Stephen King

Foi lançado hoje nos EUA o novo livro do americano Stephen King: "Mr. Mercedes". Autor de clássicos como " A Coisa", "Carrie" e o "O Iluminado", King é reconhecido como o mestre do gênero do terror e possui uma legião de fãs pelo mundo e também no Brasil.



A novela conta a história de um homem que, após fugir da justiça, assassina várias pessoas com sua Mercedes-Benz. O crime ocorre em uma fila de empregos e é o estopim para instigar um velho detetive aposentado que tenta capturá-lo e, assim, evitar uma tragédia em escala maior.

Recentemente a editora americana, Hodder & Stoughton, liberou uma prévia de 10 páginas do livro. Só esse trecho já deixou os leitores com ânsias de lê-lo. Com toques de suspense policial e terror psicológico, "Mr.Mercedes" promete centenas de páginas empolgantes que remetem aos velhos romances de Stephen King.



A editora brasileira do americano é a Suma das Letras e já promete a tradução para 2015. A Suma vem fazendo um bom trabalho no relançamento de antigos clássicos e traduções de livros de Stephen inéditos no país.

Enquanto a versão em português não chega, podemos reler o maravilhoso "Misery", que foi relançado após  20 anos de seu lançamento no Brasil. Em agosto temos também o relançamento de "A Coisa", com uma nova tradução, e em novembro "Doctor Sleep" chega às livrarias brasileiras prometendo mais um sucesso do mestre em terras tupiniquins.




quinta-feira, 22 de maio de 2014

1984: Uma "voraz" distopia da realidade

É quase unânime entre os literários que o romance " 1984 " de George Orwell é um dos mais brilhantes escritos no século XX. O livro foi lançado em um fatídico ano de 1949, em um contexto pós-guerra e início da guerra de poderio entre URSS e Estados Unidos ( socialistas e capitalistas ), conhecida como Guerra Fria. O mundo bipolar era uma realidade presente e o inteligente escritor britânico foi perspicaz na construção da sua distopia do século XX. 



Recentemente fiz a releitura deste clássico, pois me senti mais preparado para entendê-lo. Não é um livro complicado e rebuscado. Nada disso. "1984" tem uma linguagem fácil e um personagem principal que mantêm a trama muito interessante. Pra quem não conhece o enredo, segue a seguir uma sinopse:

Winston, herói de 1984, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão ( Big Brother ), a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. O mundo distópico de Winston é divido em três: Ocêania ( onde ele vive ), Eurásia e Lestásia. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro.



Ele utilizou-se das experiências com o totalitarismo ( nazismo alemão, etc ) e criou um mundo ficcional, no qual as pessoas vivem em uma aparente "boa" sociedade. Em 1984, a história é reescrita a todo momento, sendo modificada de acordo com as necessidades do Partido e do Grande Irmão. Não há leis, mas todos sabem o que deve ser feito ou não. Caso seja contra os ideais do partido ( pensar é uma delas ), você simplesmente desaparece. É como se nunca tivesse existido. A cada ano, o partido diminui mais a língua fazendo com que a "novilíngua" substitua o inglês e restrinja o ato de raciocinar. A sociedade sempre está em guerra. Não importa o inimigo ( uma hora Eurásia outra Lestásia ). E desta forma, inibindo o pensamento e ações contrárias; controlando a maioria pobre chamada de prole ( 85% da Oceânia ); destruindo qualquer um que seja contrário ao partido; zelando pela imagem do "Grande Irmão";  a distopia de Orwell cria um clássico atemporal. Ele, brilhantemente, escolheu o ano de 1984. A década de 1980 foi berço de várias ditaduras ( financiadas pelos EUA ) na América Latina, que, entre semelhanças, era contrária à liberdade de expressão e a oposição ao governo.

GUERRA É PAZ
LIBERDADE É ESCRAVIDÃO
IGNORÂNCIA É FORÇA

Outro fator mensurável é o controle. Em 1984, o grande irmão está em todos os lados. Sua figura imponente habita as paredes de quase todos os estabelecimentos. As casas e os locais públicos possuem uma "teletela"  que tudo vê e tudo percebe. Até nos sonhos você é vigiado e se suas atividades forem suspeitas, você será investigado pela polícia do pensamento. O Grande Irmão de 1984 foi referência para o holandês John de Mol na criação do famoso programa "Big Brother".



Aproveitando-se que as distopias estão na "moda" com os best-sellers das trilogias "Jogos Vorazes" e "Divergente", decidi fazer um pequeno paralelo entre essas realidade.
  
Essas trilogias também são distopias como o 1984. Segundo o dicionário online de português, uma distopia é um "local imaginário, circunstância hipotética, em que se vive situações desesperadoras, com excesso de opressão ou de perda; antiutopia". 



No caso de Jogos Vorazes, a sociedade é dividida em distritos, no qual alguns são pobres e oprimidos e de maioria trabalhadora; e outros são ricos e consumidores. Esses distritos se veem obrigados a participar dos jogos vorazes e cada um tem dois tributos. Em uma arena ( não no estilo romana ), os tributos de todos os distritos se enfrentam até a morte, em um jogo televisionado. Só um sobrevive.

Em Divergente, a sociedade se divide em facções de acordo com aptidões. Porém, algumas pessoas são divergentes e tem múltiplas aptidões. Essas pessoas são um perigo para a ordem e o sistema. São caçadas e exterminadas. A guerra pelo poder faz com que esses divergentes sejam os únicos capazes de deter uma disputa sem igual.

É evidente que as duas trilogias possuem traços perceptíveis da obra de George Orwell. O fato da sociedade ser controlada e subjugada é um mero detalhe. As distopias descrevem o governo, poder, ou o partido, como um ente quase impossível de se derrotar. A figura de um estadista ( no caso de Jogos Vorazes ) que não mede forças para concluir seus objetivos. A sociedade que vê e é controlada por tudo.  Em Jogos Vorazes tudo é televisionado como um grande reality show. Nada é feito sem um roteiro. É tudo tão fútil. Já em Divergente as coisas são mais diretas: "Exterminar todo divergente". É o mesmo que se passa em 1984 quando percebem que uma pessoa está agindo de forma suspeita, ou é capaz de pensar além do que eles desejam. O extermínio deles é intelectual, mas não deixa de ser a mesma coisa.

É claro que as trilogias de hoje são uma releitura juvenil daquele clássico livro que deve ser lido por todo e qualquer cidadão. Gosto muito de "Jogos Vorazes" e a crítica intrínseca nas páginas da trilogia. Enfim, essa mera relação é apenas uma releitura que eu fiz da leitura destes livros. O incontestável é que 1984 é sim uma voraz distopia da nossa sociedade, mas que, infelizmente, vem deixando de ser apenas um pesadelo distante e se tornando uma realidade amarga, e muitas vezes até pior, que o longínquo ano de 1984.



terça-feira, 20 de maio de 2014

"Hoje eu quero voltar sozinho"

Na última quinta-feira, 15/05, os londrinenses tiveram a oportunidade de irem ao lançamento do longa: " Hoje eu quero voltar sozinho", filme alternativo baseado no curta " Eu não quero voltar sozinho". A estreia se deu às 20:30 hrs no Cine Contour.



O filme dirigido por Daniel Ribeiro era muito aguardado, e eu era um desses ansiosos que contavam os dias pra vê-lo nas telonas. É claro que a ansiedade nasceu logo quando vi no Youtube o curta, que é  simplesmente encantador. O engraçado é que o tema sexualidade não é  centro das atenções no filme. O foco são as descobertas e a independência que se tornam realidade na vida dos adolescentes.



Pra quem não conhece a trama, o filme e o curta contam a história de Leo ( Guilherme Lobo), um garoto cego que em meio às descobertas comuns da adolescência, lida com sua deficiência e com a paixão por um novo colega de classe, o Gabriel, interpretado por Fábio Audi. Entre a vida "comum" de um adolescente, Leo e Gabriel criam um laço que vai além da amizade. Entre os dois, está Giovana ( Tess Amorim ). Melhor amiga de Leo, ela se envolve nesse triângulo, quando percebe ter ciúmes de Leo com Gabriel. Entre a busca por liberdade e independência, o longa vai se construindo conforme as personagens crescem e assumem as diferenças que existem entre eles. 

Além do fator sexualidade na adolescência, o filme trata sobre a tão sonhada independência e também sobre preconceitos. Neste longa o preconceituoso não é o vilão. Ele é simplesmente um babaca que quer ser engraçado. A história de Leo e Gabriel é retratada de uma forma simples e pautada nas descobertas. A medida que eles se percebem e criam um laço, o genuíno amor e o desejo são encarados de forma natural. 


Algo interessante é o fato do personagem principal ser cego. Esta característica foi tema também de preconceitos e de motivação de um conflito de Leo com os pais.

Outro ponto forte é a paixão sem a troca de olhares. Você consegue perceber o surgimento dos sentimentos com a forma como os toques se tornam importantes e com a ansiedade de ver um ao outro. Amor além de estigmas preconceitos e ideais.

" Hoje eu quero voltar sozinho" é um filme com uma beleza tão singela e terna que é difícil não sair do cinema meio que apaixonado pelo longa. Se o curta já foi capaz de seduzir milhares de pessoas ( diga-se de passagem que conheço vário estrangeiros que o conhece ), o longa vai apaixonar. A relação do primeiro amor vista sem malícia. Como é se apaixonar sem a troca de olhares? A inocência e a independência. O filme só peca com alguns espaços vazios e diálogos desnecessários, mas complementa esses erros com uma trilha sonora incrível e atuações ótimas. Pra um filme alternativo e de pouca "grana", é um sucesso o que esse filme pode fazer. Sem preconceitos e com amor, isso eu diria pra quem vá assisti-lo.

Em Londrina, o filme continuará em cartaz até o dia 28 de maio com sessões às 16 hrs, nos finais de semana,  e às 20:30 hrs durante a semana. A seguir segue o curta pra quem ainda não viu: