sexta-feira, 29 de agosto de 2014

"Aftermath" divide opiniões entre fãs de Amy Lee

Na última segunda-feira, 25 de agosto, os fãs de Amy Lee, vocalista do Evanescence, se surpreenderam com o som de "Aftermath" álbum de trilha sonora do filme "War Story" e primeiro disco da cantora sem seus colegas de banda. O filme é dirigido por Mark Jackson e conta a história de uma jornalista e fotógrafa afetada por um trauma pessoal que decide tirar retratos de pessoas envolvidas em conflitos na Líbia. Neste processo, ela acaba conhecendo uma jovem refugiada, e aceita correr vários riscos para protegê-la. 



Alguns fãs da banda não gostaram do resultado final do disco e muitos chegaram a confundir tudo, acreditando que o álbum é a assinatura do fim do Evanescence. Esclarecendo as coisas: NÃO É O FIM  DA BANDA, Amy Lee nunca afirmou isso. Ela disse apenas que também precisa de outros escapes musicais:



“Com os fãs, comigo mesma, eu sei que o Evanescence, é uma entidade, é maior do que eu mesma, o que é incrível, mas eu posso escrever uma música e dizer: ‘Isso é ou não é Evanescence.’ E os dois acontecem. Então existe sim a necessidade de ter outros escapes criativos para que eu faça música.”
 
Como fã desde 2004 tenho grande apego pela banda que fez parte de toda a minha adolescência, e por isso, me sinto apto a opinar sobre o novo disco. 
 
 

Minha surpresa com "Aftermath" teve um saldo positivo já que eu nunca esperei um CD como os anteriores trabalhos da Amy. Estamos falando de uma trilha sonora. As músicas devem se encaixar perfeitamente com o roteiro e ilustrar cenas do filme. O trabalho tem uma finalidade diferente de um disco feito somente para os fãs. A limitação é maior e a responsabilidade também. São duas artes ( cinema e música ) que se encontram e formam um só momento. Se a música não estiver no ponto certo, o filme fica sem graça e perde parte da sua mensagem. Como resultado final em "War Story", as músicas de "Aftermath" se encaixam perfeitamente nas cenas e na emoção que os atores nos passam, portanto, é uma grande trilha sonora e a Amy, juntamente com Dave Eggar e equipe, merecem Parabéns.



Minhas faixas favoritas do disco são as cantadas pela Amy ou as que se percebe um trabalho maior da cantora. " Pusth the Button", "Lockdown", " Drifter", "Can't Stop What's Coming" e "Between Worlds" são as que mais me agradaram. O uso de sintetizadores e uma pegada mais eletrônica deram um aspecto sombrio, pop e formam um belo par com a voz de Amy Lee. 



A maioria das músicas é instrumental e possui um toque de violoncelo ( Dave Eggar ), realizando bem o  papel de ilustrar "War Story". Há uma faixa que se chama "Dark Water" cantada em árabe por Malika Zarra. No principio não gostei muito, pois senti falta da voz de Lee, mas no decorrer do tempo tem me agradado mais. A voz de Malika é realmente muito bonita e se encaixa na história do filme. Ainda é a que menos gosto, mas pode mudar.



Não espero uma grande divulgação deste CD já que é apenas uma trilha sonora com toques de primeiro disco solo ( o que nunca foi dito por Amy Lee ), porém, gostei da receptividade no i-tunes e acredito que se um dia a vocalista do Evanescence decidir um novo rumo para sua vida artística, com toda a certeza ela será bem recebida pelos críticos e pelos seus verdadeiros fãs.


2 comentários:

  1. Me surpreendi com o estilo do cd, gostei de todas as faixas, em especial Push the Button (que é simplesmente o inverso de Evanescence) e Lockdown!!!
    Acho que devemos estar abertos às mudanças e enxergar além.

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  2. Exatamente Laine! Eu também gostei muito do CD.

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