quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Nosferatu: O terror moderno nos moldes antigos

No mês passado tive o prazer de ler o novo lançamento de Joe Hill no Brasil, o thriller "Nosferatu".  O livro tem pouco mais de 600 páginas e foi publicado pela editora Arqueiro. 



Para quem não sabe, Joe Hill é filho do mestre do horror moderno Stephen King. A iniciativa de não utilizar o sobrenome do pai é uma estratégia para que não haja uma comparação entre ambos, porém, isso se torna quase impossível com a leitura de "Nosferatu", um livro cheio de referências culturais e com um bom humor e uma linguagem que lembra muito os romances de Stephen King.



Sinopse: 

" Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem. 

Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor. 

E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca… e acaba encontrando Charlie. 

Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic. 

Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror."

 
Opinião:

Já li todos os livros publicados por Hill no Brasil, inclusive um conto ( ainda não traduzido ) que o escritor fez com seu pai, chamado " In the Tall Grass", e Nosferatu se tornou  meu livro favorito de Joe.

Quando afirmei que é quase impossível não compará-lo com King, não me referia quanto à qualidade literária de ambos. Cada um dos dois, apesar de escrevem o mesmo gênero, possui suas características e influências. Enquanto King tem um texto mais denso e focado em características psicológicas dos seus personagens, Hill possui uma narrativa  rápida, na qual os fatos se explicam no contexto apresentado. King possui referências mais clássicas como Lovecraft, Poe, Shelley, e também séries e filmes que fizeram parte de sua infância. Hill é influenciado pela cultura moderna e por seu próprio pai.

 Quanto ao livro em questão, é possível perceber um traço marcante na narrativa do autor. Ele prefere optar por personagens antipáticos, que não fazem o estilo "bom mocinho". Vic, a protagonista desta história, é assim. Apesar de possuir um dom muito especial, a garota é problemática e tida como uma má filha. Após uma adolescência traumática e perturbada, ela se torna uma adulta depressiva e uma mãe medíocre.  



O título nos remete ao clássico vampiresco do cinema, Nosferatu, mas o livro é uma adaptação moderna do que seria um "vampiro". Charlie Manx possui poderes psíquicos que estão relacionados ao seu carro ( NOS4A2 - Placa do rolls-roice que dá título ao livro em inglês ). Esse poder o permite viajar por dimensões, e uma delas é a "Terra do Natal" onde sempre é Natal. Charlie para lá leva suas crianças que, muitas vezes, são maltratadas por seus pais na nossa dimensão. Para Manx o que ele faz ( sequestrar, possuir e fazer com que elas matem os pais ) é na verdade um bem para elas. O caminho dos dois se cruzam , quando o dom de Vic a faz chegar até Manx.



Não vou falar muito mais do enredo, porque minha intenção é que você leia, mas não resta dúvidas de que Joe Hill se transforma em um dos maiores escritores de terror do nosso tempo. Sua narrativa rápida, descritiva e cheia de referências culturais fazem com que suas história prendam o leitor até o final e as reviravoltas que ele constrói o deixam muito longe do óbvio e dos finais clichês, que rondam a literatura dos dias de hoje.

Indico então a leitura de Nosferatu que é um dos melhores lançamentos do ano. Além deste livro, Joe Hill lançou " A Estrada da Note", "Fantasmas do Século XX" e " O Pacto", além de alguns contos em revistas americanas.


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Astronomia do Amor



As estrelas são seus olhos 
E seus olhos me guiam para o infinito 
Sem medo de ser descoberto 
Há um universo em conflito 

Um lugar onde estrelas não morrem 
E nenhum brilho se apaga 
As estrelas cadentes não fogem 
A Via-Láctea me afaga 

A noite dorme em sonolência 
Meu doce sonho de te amar 
O infinito é nossa essência 
O universo eu quero te dar 

 As constelações se formam por nosso amor
 A luz viaja em nosso olhar
 A lua conspira a nosso favor 
Tenho sorte em te amar.

OBS: Essa poesia nasceu em um dia de grande inspiração e que fica marcado na minha memória. O dia em que vi o céu como poucos. Logo vou relatar a experiência aqui no Universo em Expansão.

"Aftermath" divide opiniões entre fãs de Amy Lee

Na última segunda-feira, 25 de agosto, os fãs de Amy Lee, vocalista do Evanescence, se surpreenderam com o som de "Aftermath" álbum de trilha sonora do filme "War Story" e primeiro disco da cantora sem seus colegas de banda. O filme é dirigido por Mark Jackson e conta a história de uma jornalista e fotógrafa afetada por um trauma pessoal que decide tirar retratos de pessoas envolvidas em conflitos na Líbia. Neste processo, ela acaba conhecendo uma jovem refugiada, e aceita correr vários riscos para protegê-la. 



Alguns fãs da banda não gostaram do resultado final do disco e muitos chegaram a confundir tudo, acreditando que o álbum é a assinatura do fim do Evanescence. Esclarecendo as coisas: NÃO É O FIM  DA BANDA, Amy Lee nunca afirmou isso. Ela disse apenas que também precisa de outros escapes musicais:



“Com os fãs, comigo mesma, eu sei que o Evanescence, é uma entidade, é maior do que eu mesma, o que é incrível, mas eu posso escrever uma música e dizer: ‘Isso é ou não é Evanescence.’ E os dois acontecem. Então existe sim a necessidade de ter outros escapes criativos para que eu faça música.”
 
Como fã desde 2004 tenho grande apego pela banda que fez parte de toda a minha adolescência, e por isso, me sinto apto a opinar sobre o novo disco. 
 
 

Minha surpresa com "Aftermath" teve um saldo positivo já que eu nunca esperei um CD como os anteriores trabalhos da Amy. Estamos falando de uma trilha sonora. As músicas devem se encaixar perfeitamente com o roteiro e ilustrar cenas do filme. O trabalho tem uma finalidade diferente de um disco feito somente para os fãs. A limitação é maior e a responsabilidade também. São duas artes ( cinema e música ) que se encontram e formam um só momento. Se a música não estiver no ponto certo, o filme fica sem graça e perde parte da sua mensagem. Como resultado final em "War Story", as músicas de "Aftermath" se encaixam perfeitamente nas cenas e na emoção que os atores nos passam, portanto, é uma grande trilha sonora e a Amy, juntamente com Dave Eggar e equipe, merecem Parabéns.



Minhas faixas favoritas do disco são as cantadas pela Amy ou as que se percebe um trabalho maior da cantora. " Pusth the Button", "Lockdown", " Drifter", "Can't Stop What's Coming" e "Between Worlds" são as que mais me agradaram. O uso de sintetizadores e uma pegada mais eletrônica deram um aspecto sombrio, pop e formam um belo par com a voz de Amy Lee. 



A maioria das músicas é instrumental e possui um toque de violoncelo ( Dave Eggar ), realizando bem o  papel de ilustrar "War Story". Há uma faixa que se chama "Dark Water" cantada em árabe por Malika Zarra. No principio não gostei muito, pois senti falta da voz de Lee, mas no decorrer do tempo tem me agradado mais. A voz de Malika é realmente muito bonita e se encaixa na história do filme. Ainda é a que menos gosto, mas pode mudar.



Não espero uma grande divulgação deste CD já que é apenas uma trilha sonora com toques de primeiro disco solo ( o que nunca foi dito por Amy Lee ), porém, gostei da receptividade no i-tunes e acredito que se um dia a vocalista do Evanescence decidir um novo rumo para sua vida artística, com toda a certeza ela será bem recebida pelos críticos e pelos seus verdadeiros fãs.


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Amy Lee lançará álbum solo

A vocalista do Evanescence, Amy Lee, lançará um álbum solo em parceria com o violoncelista Dave Eggar. O disco, intitulado "Aftermath", é a trilha sonora do filme "War Story" dirigido por Mark Jackson. A data prevista para o lançamento é dia 25 de agosto.

Em seu site oficial ( outra novidade para os fãs ) a vocalista do Evanescence postou sobre as música e o CD  "Mesmo que o filme seja muito sobre se sentir paralisado pela dor, essas músicas são sobre liberdade para mim. Eu confiei em mim, nós confiamos uns nos outros. Nós abrimos nossos corações e exploramos caminhos que nunca vivi antes - e eu encontrei inspirações em coisas que não sabia que gostava", contou Amy Lee.


1- Push the Botton
2- White Out ( feat Dave Eggar )
3- Remember to Breathe ( feat Dave Eggar )
4- Dark Water ( feat Malika Zarra )
5- Between Words ( feat Dave Eggar )
6- Drifter ( feat Dave Eggar )
7- Can't Stop What's Coming ( feat Dave Eggar )
8- Voice In My Head ( feat Dave Eggar )
9- Lockdown ( feat Dave Eggar )
 10- After ( feat Dave Eggar ) 

 O Evanescence não lança material novo desde 2011 quando o último álbum autointitulado  da banda estreou em 1º na Billboard. "Aftermath" é um trabalho solo de Amy, mas, para alívio dos fãs,  o Evanescence continua a existir. Recentemente a banda anunciou a saída da gravadora Wind-Up, pois o relacionamento com eles já não era dos melhores. Confira à seguir um teaser divulgado no canal do Evanescence no Vevo:


 No trailer de "War Story" é possível identificar trechos de "Lockdown", música que estará presente em "Aftermath":



terça-feira, 5 de agosto de 2014

Lançamento: "Se eu ficar" chega às livrarias e logo nas telonas

Um dos filmes e livros mais aguardados do ano, especialmente pelos adolescentes, é "Se eu ficar", romance escrito por Gayle Forman, jornalista e escritora americana. O livro foi best-seller do The New York Times e ficou por muitos meses esgotado no Brasil. Prestes a ser lançado nos cinemas, a editora Novo Conceito relança o livro que promete ser a nova sensação após o enorme sucesso do beste-seller " A Culpa é das Estrelas" de John Green.



" Se eu ficar" é um romance simples, terno e direto que conta a história de Mia, uma jovem musicista que tem uma vida tranquila e feliz ao lado de sua família e de seu namorado Adam. Tudo muda completamente quando o carro onde sua família estava sofre um grave acidente e a moça se vê em estado de coma. Veja à seguir a sinopse do livro:

"A última coisa de que Mia se lembra é a música. Depois do acidente ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo tirado dos destroços  do carro de seus pais, mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir aos esforços dos médicos para salvá-la, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta pra ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de sua vida... Se eu ficar."

Chlöe Grace faz o papel de Mia em " Se eu ficar"
Estou terminando a leitura do livro e o recomendo para àqueles que gostam de livros leves e com uma linguagem simples. A história tem uma protagonista que, apesar de ser certinha, tem atitudes e pensamentos que podem ser caracterizados como egoístas ou mesquinhos. Porém, esse é um dos méritos do livro, já que a trama se baseia em uma escolha. Mia deve ficar ou partir? Uma bela história espiritual e de amor à vida. Confira à seguir o trailer do filme que estreia no Brasil no próximo mês: