Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Astronomia do Amor



As estrelas são seus olhos 
E seus olhos me guiam para o infinito 
Sem medo de ser descoberto 
Há um universo em conflito 

Um lugar onde estrelas não morrem 
E nenhum brilho se apaga 
As estrelas cadentes não fogem 
A Via-Láctea me afaga 

A noite dorme em sonolência 
Meu doce sonho de te amar 
O infinito é nossa essência 
O universo eu quero te dar 

 As constelações se formam por nosso amor
 A luz viaja em nosso olhar
 A lua conspira a nosso favor 
Tenho sorte em te amar.

OBS: Essa poesia nasceu em um dia de grande inspiração e que fica marcado na minha memória. O dia em que vi o céu como poucos. Logo vou relatar a experiência aqui no Universo em Expansão.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Soturno


Resolvi postar um poema antigo, da minha adolescência. Não é assim que me sinto atualmente, e talvez naquela época eu não entendesse muito bem de sentimentos, mas apesar de simples e não lá muito bom, eu gosto dessas poesia que marcou uma época. Aqui está "Soturno":





Era um dia qualquer
O sol estava onde deveria
Tudo estava onde deveria estar
Menos eu, triste e soturno
Que só sabia pensar

Pensava em algo inatingível
- Algo que nunca vou ser!
Você meu alvo inesquecível
Que nunca vou ter

Que me deixou sozinho e soturno
Naquele dia claro e noturno

"Espero a lua chegar
só ela sabe como é viver
refletido pela luz 
de algo que não se pode tocar"

Me chamam de melancólicotristonho e até de louco
Mas, poucos sabem que vivo poucoPois meus dias são pra ti

Você, que talvez não exista
Que seja só uma ilusão
Que engana meu coração
 
Amor platônico assim
Só morrerei uma parte de mim
Pois a outra vou te entregar
Pra que pra sempre posso se lembrar

Agora eu sei que sou soturno
Pois ao seu lado eu não durmo

Wilton Black - 2009



terça-feira, 14 de maio de 2013

Mono - Sobrevivência Suicida



 Mono





Você me encontrou nos olhares perdidos
Nas luzes apagadas
Em meio a corações feridos

Você nasceu no momento certo
Me trouxe conforto, luz e paixão
Me fez chorar o segredo mais íntimo
O desejo mais seco do meu coração

Você desvendou meu ego
Encontrou a chave dos meus sentimentos
Acreditou no segredo que carrego
Me sustentou e me deu alimento

Você não desistiu enquanto eu chorava
Esperou os segundos infinitos de lágrima
Me disse palavras que eu não esperava
Resistiu e me fez virar a página

Você parece uma miragem
Uma luz que não pode se apagar
Um peso eterno em minha bagagem
Um rosto lindo que pra sempre quero lembrar

Mas a vida não é um filme com final feliz
E eu sei que talvez eu tenha que te deixar
" Não pense nisso", você sempre diz
Mas é inevitável o fato de te amar.



Sobrevivência Suicida




Enquanto viro as páginas da minha vida
Encontro muros que eu mesmo construi
Promessas que não serão cumpridas
Sonhos e Desejos do qual fugi

Será que produzo meus sonhos ou minhas frustrações?
Sonho pra realizar, ou ser apenas uma utopia?
Meus erros sempre existirão 
E por mais que tente apagar o passado 
Ele não pode ser retificado

Minha vontade mas intima é de não esconder
Meu coração pulsa mais rápido quando penso em enfrentar
Os olhares e a indiferença que farão parte do meu ser
Cada dia será uma nova batalha a enfrentar

Como posso dizer ao mundo, se nem eu mesmo sei o que é isso?
Perguntas que eu tento responder em teorias...
E se eu não tivesse feito isso...? E se eu não fosse assim?
Respostas ainda não encontrei
Mas penso nos dias que ainda viverei
Talvez eu encontre um caminho, ou até uma salvação
O que importa é que a cada dia eu morro
Cada dia sinto um aperto mais forte em meu coração
E mesmo que os segundos não pareçam quase nada
Eu sempre os conto antes de dormir
E agora que minha vida vive uma batalha egoista
Sinto uma imensa vontade de entender
Esse meu desejo suicida de sobreviver

Wilton Black / 16/05/13




domingo, 27 de janeiro de 2013

Colecionador de Estrelas



Eu pressinto uma aflição.
Uma vontade não dita,
Uma saudade subscrita,
Um peso entre as paredes do meu coração

Não há motivos pra chorar.
O céu era um prelúdio
Mas não um repúdio
De como iria acabar

Eu, colecionador de estrelas
Passo as noites taciturno
Contando os astros do céu noturno
Tentanto te encontrar.

As estrelas que se apagam,
São as palavras não ditas
Os sentidos ofendidos
E a tristeza do verbo amar.

Minha coleção de  estrelas apagadas
Sonhos não correspondidos
Sentimentos impedidos
Pelo medo de se "apagar"

sábado, 22 de dezembro de 2012

Soturno





As respostas estão mortas

Por debaixo da minha cama

Minha alma está há dois quilômetros de mim

Em suspensão.



A sua permanência se tornou dor

Latejante e efêmera

"O adeus mascarado em proteção"

Você me deixou sozinho com minha apatia
E do nada deturbou meu coração



Os meus gritos se intensificam na dor

Por que não pode ser real?

As minhas cinzas não se queimarão mais

Sem o seu fogo para me acender



Senão a Melancolia que insiste em não ir

Minha alma se esvai para longe

A chuva não cessa. Só resta neblina



Eu ainda sinto você crescer dentro de mim

E mesmo que você esteja longe

Meus gritos não conseguem te encontrar



Seu halito faz parte do meu corpo

Eu sinto sua voz me ensurdecer

Seu cheiro me embriagar

Sua boca me beijar

E os meus medos se transformarem em desejo



O que falta pra mim é você

Mas você não quer estar comigo

E isso me faz sangrar...

O desejo de te querer

É mais forte do que o de te deixar

E no final, não sei se consigo.



E a pergunta permanece sem resposta

Com minha vontade morta

De viver com você



“Vi veri veniversum vivus vici”  

("pelo poder da verdade, eu, enquanto vivo, conquistei o universo” – frase original na peça teatral The Tragical History of Doctor Faustus, de Christopher Marlowe )


                        By Anderson Nascimento e Wilton Black


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Segredo



Conte-me o segredo da sua alma
Recita-me o poema do seu interior
Cante as verdades da sua calma
Perceba os arrepios do meu amor

 Sonhos versados num passado distante
Despertar não é a vontade de quem já se foi
Olhos vendados, medo massacrante
A sua alma não se revela, medo ou dor?

Desvendo a natureza da sua verdade
Devagar eu sinto sua leve respiração
Protejo meu olhar contra nossa vontade
Revelo a senha do seu coração

Devagar eu sinto cada novo suspiro
Segredos e medos revelados ao vento
Um último som, seu leve respiro
E no fim eu percebo: O segredo é o tempo.