quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Refletir

O Céu doce como nuvem paira sobre mim
Novens negras incendeiam, mas não fazem chover
O Céu escuro e claro me permitem presentir o fim
Quem é você pra falar de mim?

Já tentou olhar o reflexo que te segue no espelho?
Já avaliou suas atitudes?
Num mundo onde não há perfeição
Você a almeja
Mas sabe que no fundo terá decepção
Você já traduziu seus sentimentos?
Já entendeu as batidas da sua mente?
Já compreendeu o pensamento do seu coração?

Não

Não

A resposta é não
Você não se enxerga, mas quer me destruir
Qual a finalidade de não ser você?
Se mostre, vamos, nos faça entender
Será que no final, você será você?

Não julgue as pessoas antes de julgar a si mesmo
O espelho está à sua frente, basta interpretá-lo
Relfexos perdidos na chuva que não cai
O ódio convertido na tristeza que não sai
Palavras traduzidas num sentimento de horror
Compreensão, a palavra posterior a dor

Quem é você afinal?
Que nasce no meu peito e me deixa aflito?
Que se estende aos meus olhos e me faz ser finito?

Não julgue suas ações antes de compreender-se
O amanhã só chega, quando vivemos o hoje
Viva e encontre sua essência
Busque a consciência de se auto compreender
Você não é juiz a não ser de si mesmo
Olhe para frente, mas não esqueça o passado
No final perceberá
Que o mundo é malvado
E a cada passo somos julgados

Viva sua vida para se compreender
Pense no futuro e o futuro fará você

3 comentários:

  1. uau, sem palavras dessa vez, vc se superou...

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  2. Excelente.

    Gosto de poesias que questionam e ao mesmo tempo criticam, o eulirico demonstrando certa revolta contra quem o julga, não se pode dar ouvir tudo o que dizem, afinal nós todos temos defeitos.
    Apesar de que todo mundo dá uma intrometidinha na vida dos outros, né xD -tipoeu -tiporeconheçoisso -xD

    Mas você escrever dessa forma mais imponente do que se está acostumado mostra um lado seu muito bom, o lado que se fez forte.

    é isso

    Carol =D

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