sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Astronomia do Amor



As estrelas são seus olhos 
E seus olhos me guiam para o infinito 
Sem medo de ser descoberto 
Há um universo em conflito 

Um lugar onde estrelas não morrem 
E nenhum brilho se apaga 
As estrelas cadentes não fogem 
A Via-Láctea me afaga 

A noite dorme em sonolência 
Meu doce sonho de te amar 
O infinito é nossa essência 
O universo eu quero te dar 

 As constelações se formam por nosso amor
 A luz viaja em nosso olhar
 A lua conspira a nosso favor 
Tenho sorte em te amar.

OBS: Essa poesia nasceu em um dia de grande inspiração e que fica marcado na minha memória. O dia em que vi o céu como poucos. Logo vou relatar a experiência aqui no Universo em Expansão.

"Aftermath" divide opiniões entre fãs de Amy Lee

Na última segunda-feira, 25 de agosto, os fãs de Amy Lee, vocalista do Evanescence, se surpreenderam com o som de "Aftermath" álbum de trilha sonora do filme "War Story" e primeiro disco da cantora sem seus colegas de banda. O filme é dirigido por Mark Jackson e conta a história de uma jornalista e fotógrafa afetada por um trauma pessoal que decide tirar retratos de pessoas envolvidas em conflitos na Líbia. Neste processo, ela acaba conhecendo uma jovem refugiada, e aceita correr vários riscos para protegê-la. 



Alguns fãs da banda não gostaram do resultado final do disco e muitos chegaram a confundir tudo, acreditando que o álbum é a assinatura do fim do Evanescence. Esclarecendo as coisas: NÃO É O FIM  DA BANDA, Amy Lee nunca afirmou isso. Ela disse apenas que também precisa de outros escapes musicais:



“Com os fãs, comigo mesma, eu sei que o Evanescence, é uma entidade, é maior do que eu mesma, o que é incrível, mas eu posso escrever uma música e dizer: ‘Isso é ou não é Evanescence.’ E os dois acontecem. Então existe sim a necessidade de ter outros escapes criativos para que eu faça música.”
 
Como fã desde 2004 tenho grande apego pela banda que fez parte de toda a minha adolescência, e por isso, me sinto apto a opinar sobre o novo disco. 
 
 

Minha surpresa com "Aftermath" teve um saldo positivo já que eu nunca esperei um CD como os anteriores trabalhos da Amy. Estamos falando de uma trilha sonora. As músicas devem se encaixar perfeitamente com o roteiro e ilustrar cenas do filme. O trabalho tem uma finalidade diferente de um disco feito somente para os fãs. A limitação é maior e a responsabilidade também. São duas artes ( cinema e música ) que se encontram e formam um só momento. Se a música não estiver no ponto certo, o filme fica sem graça e perde parte da sua mensagem. Como resultado final em "War Story", as músicas de "Aftermath" se encaixam perfeitamente nas cenas e na emoção que os atores nos passam, portanto, é uma grande trilha sonora e a Amy, juntamente com Dave Eggar e equipe, merecem Parabéns.



Minhas faixas favoritas do disco são as cantadas pela Amy ou as que se percebe um trabalho maior da cantora. " Pusth the Button", "Lockdown", " Drifter", "Can't Stop What's Coming" e "Between Worlds" são as que mais me agradaram. O uso de sintetizadores e uma pegada mais eletrônica deram um aspecto sombrio, pop e formam um belo par com a voz de Amy Lee. 



A maioria das músicas é instrumental e possui um toque de violoncelo ( Dave Eggar ), realizando bem o  papel de ilustrar "War Story". Há uma faixa que se chama "Dark Water" cantada em árabe por Malika Zarra. No principio não gostei muito, pois senti falta da voz de Lee, mas no decorrer do tempo tem me agradado mais. A voz de Malika é realmente muito bonita e se encaixa na história do filme. Ainda é a que menos gosto, mas pode mudar.



Não espero uma grande divulgação deste CD já que é apenas uma trilha sonora com toques de primeiro disco solo ( o que nunca foi dito por Amy Lee ), porém, gostei da receptividade no i-tunes e acredito que se um dia a vocalista do Evanescence decidir um novo rumo para sua vida artística, com toda a certeza ela será bem recebida pelos críticos e pelos seus verdadeiros fãs.


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Amy Lee lançará álbum solo

A vocalista do Evanescence, Amy Lee, lançará um álbum solo em parceria com o violoncelista Dave Eggar. O disco, intitulado "Aftermath", é a trilha sonora do filme "War Story" dirigido por Mark Jackson. A data prevista para o lançamento é dia 25 de agosto.

Em seu site oficial ( outra novidade para os fãs ) a vocalista do Evanescence postou sobre as música e o CD  "Mesmo que o filme seja muito sobre se sentir paralisado pela dor, essas músicas são sobre liberdade para mim. Eu confiei em mim, nós confiamos uns nos outros. Nós abrimos nossos corações e exploramos caminhos que nunca vivi antes - e eu encontrei inspirações em coisas que não sabia que gostava", contou Amy Lee.


1- Push the Botton
2- White Out ( feat Dave Eggar )
3- Remember to Breathe ( feat Dave Eggar )
4- Dark Water ( feat Malika Zarra )
5- Between Words ( feat Dave Eggar )
6- Drifter ( feat Dave Eggar )
7- Can't Stop What's Coming ( feat Dave Eggar )
8- Voice In My Head ( feat Dave Eggar )
9- Lockdown ( feat Dave Eggar )
 10- After ( feat Dave Eggar ) 

 O Evanescence não lança material novo desde 2011 quando o último álbum autointitulado  da banda estreou em 1º na Billboard. "Aftermath" é um trabalho solo de Amy, mas, para alívio dos fãs,  o Evanescence continua a existir. Recentemente a banda anunciou a saída da gravadora Wind-Up, pois o relacionamento com eles já não era dos melhores. Confira à seguir um teaser divulgado no canal do Evanescence no Vevo:


 No trailer de "War Story" é possível identificar trechos de "Lockdown", música que estará presente em "Aftermath":



terça-feira, 5 de agosto de 2014

Lançamento: "Se eu ficar" chega às livrarias e logo nas telonas

Um dos filmes e livros mais aguardados do ano, especialmente pelos adolescentes, é "Se eu ficar", romance escrito por Gayle Forman, jornalista e escritora americana. O livro foi best-seller do The New York Times e ficou por muitos meses esgotado no Brasil. Prestes a ser lançado nos cinemas, a editora Novo Conceito relança o livro que promete ser a nova sensação após o enorme sucesso do beste-seller " A Culpa é das Estrelas" de John Green.



" Se eu ficar" é um romance simples, terno e direto que conta a história de Mia, uma jovem musicista que tem uma vida tranquila e feliz ao lado de sua família e de seu namorado Adam. Tudo muda completamente quando o carro onde sua família estava sofre um grave acidente e a moça se vê em estado de coma. Veja à seguir a sinopse do livro:

"A última coisa de que Mia se lembra é a música. Depois do acidente ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo tirado dos destroços  do carro de seus pais, mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir aos esforços dos médicos para salvá-la, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta pra ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de sua vida... Se eu ficar."

Chlöe Grace faz o papel de Mia em " Se eu ficar"
Estou terminando a leitura do livro e o recomendo para àqueles que gostam de livros leves e com uma linguagem simples. A história tem uma protagonista que, apesar de ser certinha, tem atitudes e pensamentos que podem ser caracterizados como egoístas ou mesquinhos. Porém, esse é um dos méritos do livro, já que a trama se baseia em uma escolha. Mia deve ficar ou partir? Uma bela história espiritual e de amor à vida. Confira à seguir o trailer do filme que estreia no Brasil no próximo mês:


quinta-feira, 31 de julho de 2014

Happy Birthday Harry Potter e J.K.Rowling + Final Copa do Mundo de Quadribol

Hoje, 31 de Julho, é uma data especial pra qualquer pottermaníaco. É aniversário da britânica e criadora da série Harry Potter, J.K.Rowling, e também completa mais um ano de vida o personagem principal que leva o nome dos livros. Seguindo a cronologia da história Harry faz 34 , enquanto que Rowling completa 49 anos. 



Com apenas 27 anos a escritora iniciou a série que venderia quase 600 milhões de livros e a tornaria a primeira autora a se tornar bilionária. Harry Potter foi publicado em 1997 no Reino Unido e chegou ao Brasil em 2000 editado pela Editora Rocco. Foram sete livros de sucesso com o último lançado em  21 de julho de 2007. Além dos livros, oito filmes campeões de bilheteria aumentaram a fama do bruxinho que até hoje conquista fãs pelo mundo.

Harry é interpretado por Daniel Radclife nas telonas


Após o final de "Harry Potter", J.K lançou outros dois livros adultos de suspense, " Morte Súbita" e " O Chamado do Cuco". Recentemente a autora surpreendeu os fãs com uma história exclusiva dos personagens na Copa Mundial de Quadribol realizada na Patagônia. O pequeno conto foi publicado no site Pottermore.com, e nos mostra os personagens na atualidade além de nos brindar com detalhes de como foi a continuação da vida dos mesmos após os eventos de Relíquias da Morte. 

Como fã da série e da autora, deixo aqui meus parabéns à uma das escritoras que mais influenciou gerações de leitores pelo mundo e também ao personagem Harry Potter que nunca será esquecido.

Confira o conto que foi traduzido por fãs brasileiros. A final da Copa de Quadribol foi realizada por Brasil e Bulgária. Leia:


Veja como foi o caminho dos finalistas




Durante a cerimônia de abertura:


Rita Skeeter: “E na área VIP, quem chama a atenção dos espectadores é a Família Potter. Parece que a maioria está vestido de vermelho, torcendo para a Bulgária – exceto Albus, que veste verde, torcendo para o Brasil. Segundo Gina, o menino é grande fã do jogador Gonçalo Flores!”


Gina Potter: “A cerimônia de abertura foi concluída com uma interessante formação de pirâmide feita por Veelas e Curupiras. Por um momento, depois de serem machucados nos olhos, todos achavam que as Veelas iriam repetir a cena de 1994 e ficariam na forma aterrorizadora de Harpias, mas ainda bem que isso não aconteceu.”

 
Os Curupiras foram os mascotes do Brasil


“E aí vem os dois times: Brasil de verde e Bulgária de vermelho!”

“E começa a partida! 14 Jogadores estão no ar em busca do título!”


Rita Skeeter: “Quase toda a família Weasley está torcendo para o Brasil. Já era de se esperar que Rony não iria torcer para o ex-namorado de sua esposa, mas Hermione não está usando nenhuma cor específica para indicar o time pelo qual está torcendo. Estaria ela torcendo secretamente para o time de Krum? Ou seria esse o tipo de neutralidade diplomática de alguém que espera ser Ministro da Magia?”


5 minutos de jogo: Gina Potter: “A Goles está na posse do Brasil, mas Draganov e Vulchanov os impedem de marcar. Flores, Diaz e Alonso tentam achar uma maneira de passar pelo batedores da Bulgária.”


18 minutos: Rita Skeeter: “Enquanto isso, na área VIP, Luna Lovegood parece estar oferecendo alguns biscoitos para seus amigos. Alguns ainda hesitam em aceitar tais biscoitos, já que eles são feitos  pela menina cujo apelido na escola era “Di-Lua”!!!”


32 minutos: Gina Potter: “Uma excelente interceptação pelo atacante búlgaro Levski e a Bulgária está perto do gol, passa para Vassileva – AI! Até os brasileiros gemeram em compaixão pelo balaço que atingiu Vassileva duramente na garganta. Ele deixou a Goles cair, Flores a pegou e agora o Brasil tem a posse da bola de novo!”


33 minutos: Rita Skeeter: “Neville Longbottom está rindo de algo que Harry Potter cochichou-lhe no ouvido. O que será que é tão engraçado? Será que Potter está querendo chamar a atenção?”.


37 minutos:
Gina Potter:
“E temos o primeiro da partida para o BRASIL! marca!”



38 minutos: Rita Skeeter: “Albus Potter quase caiu de seu box na área VIP vibrando pelo gol de Flores, seu jogador favorito. Tio Rony conseguiu salvá-lo a tempo do que seria uma significante morte internacional. O irmão James está rindo da situação (teria ele empurrado Albus?). Harry parece despreocupado e entrega um dos doces de Di-Lua para seu segundo filho.”


42 minutos: Gina Potter: “Draganov e Vulchanov estão sendo bem sucedidos em distrair os atacantes brasileiros, impedindo o formidável trio de fazer o segundo gol, mas a Bulgária está contando muito com a defesa e o seu último toque na Goles resultou em Grozda deixá-la cair. Nenhum sinal do Pomo de Ouro.”

 54 minutos: Rita Skeeter: “Harry Potter está vibrando a cada boa jogada da Bulgária, enquanto que Rony Weasley está a ranger os dentes e Hermione boceja. Se ela está entediada ou cansada da folia barulhenta na área VIP, seus anfitriões argentinos só podem ficar ofendidos por tamanha grosseria.”


59 minutos: Gina Potter: “Bogomil Levski passa pela defesa brasileira e iguala!”


1 hora e 10 minutos: Rita Skeeter: “Percy Weasley, Chefe do Departamento de Transporte Mágico, está apreensivo enquanto acompanha a partida. Grisalho e careca, ele envelheceu consideravelmente desde a Batalha de Hogwarts (onde ele se tornou a infeliz personificação da frase “antes tarde do que nunca”).”


1 hora e 23 minutos: Gina Potter: “De repente estourou vários passes de Goles rápidas como fogo pelo time brasileiro e resultou em vários gols. Gonçalo Flores fez mais dois gols e Fernando Diaz fez um, fazendo o placar ir a 40-10. Bulgária está cometendo muitos erros e precisa tomar a ofensiva. Brasil parece ser o mais forte até agora.”


1 hora e 31 minutos: Rita Skeeter: “Carlinhos Weasley, que carrega várias queimaduras devido ao seu trabalho com os dragões, também não parece estar prestando muita atenção no jogo, preferindo conversar com Rolf Scamander, marido de Di-Lua Lovegood. Qualquer um que tenha testemunhado, nunca irá esquecer-se da expressão no rosto de Scamander ao ver o vestido de noiva de sua esposa – arco-íris, lantejoulas e uma tiara com chifres de unicórnio prateado. Luna e Scamander são vistos de mãos dadas, mas isso pode ser pelo fato de que Rolf está tentando impedir que sua esposa coloque mais um de seus Chapéis de Eventos Especiais!!!.”


1 hora e 43 minutos: Gina Potter: “O POMO DE OURO FOI VISTO! Com o placar em 50-20 (gols seguidos por um minuto entre Alonso e Vassileva) um flash dourado perto dos aros brasileiros fez Silva e Krum correrem – Batedores e Atacantes se espalharam – Krum está na frente, mas, por pouco, perdeu a captura – assim que o Pomo de Ouro dispara para cima, ambos apanhadores parecem não conseguir enxergar direito por causa do brilhante Sol argentino – o Pomo de Ouro desapareceu de novo.”




1 hora e 58 minutos: Rita Skeeter: “George Weasley, rico co-proprietário da loja Gemialidades Weasley, tem apenas uma orelha. Isso não impediu ele de se casar com a ex-namorada de seu falecido irmão, Angelina Johnson, ou de ter dois filhos com ela: Fred e Roxanne. Eles estão dando um show de reunião de família. Contudo, segundo minha colega, Gina Potter, Angelina deixou seu lar conjugal para cuidar de seu pai doente. Enquanto isso, Teddy Lupin e Victoire Weasley aproveitam um momento de distração para sentarem mais distantes dos outros.”


2 horas e 3 minutos: Gina Potter: Momentos depois de Diaz aumentar a liderança do Brasil – 60 a 20 – o batedor Santos bateu fortemente com seu bastão na cabeça de Viktor Krum. O árbitro está analisando a gravação através de um ominóculo para determinar se uma falta foi cometida. O jogo foi paralisado.”


2 horas e 4 minutos: Rita Skeeter: “Um grande murmúrio veio da plateia no momento em que Ronald Weasley beijou sua esposa. Esse pequeno exibicionismo parece ter enojado os espectadores – Gina acabou de me informar que o murmúrio da plateia foi para um jogador que sofreu uma lesão.”


2 horas e 21 minutos: Gina Potter: “Nenhuma falta! O árbitro alemão Herman Junker concluiu que Rafael Santos não teve a intenção de bater em Viktor Krum com seu bastão. Krum sinaliza que está apto a jogar e a partida recomeça.”


2 horas e 36 minutos: Rita Skeeter: “Hermione Granger não notou de imediato a lesão sofrida por seu ex-namorado, Viktor Krum, devido a mal-empregada exposição de afeto instigada por seu marido anteriormente. O mesmo não pode ser dito de Neville Longbottom, que parece estar descrevendo de forma precisa como Krum parou seu sangramento nasal, para o bem de seu afilhado, Albus.”




2 horas e 38 minutos: Gina Potter: “Meros minutos após o jogo reiniciar, Krum e Silva estão subindo muito rápido – 5 mil ominóculos estão seguindo o par de jogadores indo para Sol argentino que faz eles não enxergarem muita coisa.”


2 horas e 39 minutos: Rita Skeeter: “A Armada de Dumbledore parece agitada e tensa. Teria alguém ofendido gravemente os outros? Teria uma ferida sido reaberta no meio de milhares de pessoas? Deveria a Armada de Dumbledore chamar tanta atenção para eles quando, aparentemente, algo está acontecendo em campo?”


Gina Potter: “Krum e Silva estão numa corrida pelo Pomo de Ouro, que Silva viu primeiro – ele está 1,20 metros na frente de Krum assim que os dois sobem quase verticalmente”

Rita Skeeter: “Todos estão de pé, incluindo o pessoal na área VIP – Harry Potter está gritando – e, se minha leitura de lábios está certa, Ronald está fazendo um juramento…”
Gina Potter: “Krum está se aproximando de Silva, mas será que isso será o suficiente?”


Rita Skeeter: “Teddy Lupin bateu, acidentalmente, no nariz de sua namorada enquanto gesticulava – será que estamos prestes a presenciar um término em plena Copa Mundial de Quadribol?”


2 horas e 45 minutos: Gina Potter: “Krum e Silva estão pescoço por pescoço em busca do Pomo de Ouro e…. KRUM PEGOU O POMO! BULGÁRIA VENCEU!”


Pós-jogo: Rita Skeeter: “Teddy e Victoire voltaram a ficar juntos – será que eles não se importam com Quadribol? Não estariam eles ocupando lugares valiosos, quando outros bruxos e bruxas simplesmente amariam estar ali? Eu não consigo ver a área VIP – todos estão pulando… Aah, assim está melhor, as pessoas estão se acalmando. A Armada de Dumbledore parece aprovar a vitória, Harry Potter em particular parece emocionado. Albus está aplaudindo, sem dúvida a pedidos de seu pai!”

Segundo Rowling, o Brasil foi cinco vezes campeão da copa de quadribol


Fonte: ( http://http://portalcaneca.com.br/final-da-copa-mundial-de-quadribol/)

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Nasce o primeiro filho de Amy Lee

Nasceuo primogênito da vocalista do Evanescence Amy Lee. O nome escolhido foi Jack Lion Hartzler é o primeiro fruto do casamento da cantora com o psicólogo Josh Hartzler, com quem ela casada desde 2007. Amy Lee publicou em sua conta do Instagram e também do Facebook um texto e uma foto demonstrando sua emoção em ser mãe e ao mesmo tempo presenteando os milhões de fãs que o Evanescence tem por aí. Confira a foto e a tradução do texto a seguir:

" Nosso filhote, Jack Lion Hartzler está aqui! Eu nunca conheci as profundezas do meu coração até agora. O mundo explodiu em cores."



Lembrando que Amy publicou recentemente que logo teremos música nova, provável fruto da trilha sonora do filme "War Story" que Amy ajudou a produzir. Confira a seguir "Your Love" música antiga que caiu na net ( infelizmente em uma qualidade baixa ), mas que era aguardada na íntegra pelos Evfãs desde 2009.



sexta-feira, 25 de julho de 2014

Retorno + O Pacto - Joe Hill

Faz um tempo que não dou as caras por aqui. Não tenho uma desculpa plausível pra dar, apenas a de que não senti vontade de escrever nada durante as últimas semanas. Tive aquele tão famoso bloqueio literário (que eu considerava uma lenda). Nada do que eu tentei escrever saiu da primeira linha. Volto então na busca de novas inspirações e da concretização do meu projeto de TCC que é escrever um livro sobre o meu intercâmbio no Chile. Posto novidades logo que as tiver, pois o motivo desta postagem é outro.

O livro " O Pacto" de Joe Hill se revelou um dos meus favoritos dos últimos anos no gênero do terror. Hill, ( filho de peixinho peixinho é.. algo assim ) é filho do Stephen King, meu autor favorito. Aproveitando que hoje é dia 25 de julho, dia do escritor, gostaria de postar aqui o trailer e o cartaz do filme que é estrelado por Daniel Radclife  ( sempre famosos por Harry Potter ) e tem data de estreia nos EUA para o dia das bruxas ( 31 de outubro ). 




Na trama, o jovem Ig Perris ( Radclife ) é abalado pela morte e estupro de sua namorada sendo que ele se torna o principal suspeito. As investigações não revelam muita coisa e o tempo passa até o dia em que Ig acorda e se depara com um par de chifres em sua cabeça além de um estranho poder (ele escuta os segredos mais íntimos das pessoas) Com esse "dádiva", Ig resolve descobrir o assassino da sua namorada e se vingar. Vejo o teaser a seguir:


terça-feira, 3 de junho de 2014

Mr.Mercedes: Novo livro de Stephen King

Foi lançado hoje nos EUA o novo livro do americano Stephen King: "Mr. Mercedes". Autor de clássicos como " A Coisa", "Carrie" e o "O Iluminado", King é reconhecido como o mestre do gênero do terror e possui uma legião de fãs pelo mundo e também no Brasil.



A novela conta a história de um homem que, após fugir da justiça, assassina várias pessoas com sua Mercedes-Benz. O crime ocorre em uma fila de empregos e é o estopim para instigar um velho detetive aposentado que tenta capturá-lo e, assim, evitar uma tragédia em escala maior.

Recentemente a editora americana, Hodder & Stoughton, liberou uma prévia de 10 páginas do livro. Só esse trecho já deixou os leitores com ânsias de lê-lo. Com toques de suspense policial e terror psicológico, "Mr.Mercedes" promete centenas de páginas empolgantes que remetem aos velhos romances de Stephen King.



A editora brasileira do americano é a Suma das Letras e já promete a tradução para 2015. A Suma vem fazendo um bom trabalho no relançamento de antigos clássicos e traduções de livros de Stephen inéditos no país.

Enquanto a versão em português não chega, podemos reler o maravilhoso "Misery", que foi relançado após  20 anos de seu lançamento no Brasil. Em agosto temos também o relançamento de "A Coisa", com uma nova tradução, e em novembro "Doctor Sleep" chega às livrarias brasileiras prometendo mais um sucesso do mestre em terras tupiniquins.




quinta-feira, 22 de maio de 2014

1984: Uma "voraz" distopia da realidade

É quase unânime entre os literários que o romance " 1984 " de George Orwell é um dos mais brilhantes escritos no século XX. O livro foi lançado em um fatídico ano de 1949, em um contexto pós-guerra e início da guerra de poderio entre URSS e Estados Unidos ( socialistas e capitalistas ), conhecida como Guerra Fria. O mundo bipolar era uma realidade presente e o inteligente escritor britânico foi perspicaz na construção da sua distopia do século XX. 



Recentemente fiz a releitura deste clássico, pois me senti mais preparado para entendê-lo. Não é um livro complicado e rebuscado. Nada disso. "1984" tem uma linguagem fácil e um personagem principal que mantêm a trama muito interessante. Pra quem não conhece o enredo, segue a seguir uma sinopse:

Winston, herói de 1984, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão ( Big Brother ), a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. O mundo distópico de Winston é divido em três: Ocêania ( onde ele vive ), Eurásia e Lestásia. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro.



Ele utilizou-se das experiências com o totalitarismo ( nazismo alemão, etc ) e criou um mundo ficcional, no qual as pessoas vivem em uma aparente "boa" sociedade. Em 1984, a história é reescrita a todo momento, sendo modificada de acordo com as necessidades do Partido e do Grande Irmão. Não há leis, mas todos sabem o que deve ser feito ou não. Caso seja contra os ideais do partido ( pensar é uma delas ), você simplesmente desaparece. É como se nunca tivesse existido. A cada ano, o partido diminui mais a língua fazendo com que a "novilíngua" substitua o inglês e restrinja o ato de raciocinar. A sociedade sempre está em guerra. Não importa o inimigo ( uma hora Eurásia outra Lestásia ). E desta forma, inibindo o pensamento e ações contrárias; controlando a maioria pobre chamada de prole ( 85% da Oceânia ); destruindo qualquer um que seja contrário ao partido; zelando pela imagem do "Grande Irmão";  a distopia de Orwell cria um clássico atemporal. Ele, brilhantemente, escolheu o ano de 1984. A década de 1980 foi berço de várias ditaduras ( financiadas pelos EUA ) na América Latina, que, entre semelhanças, era contrária à liberdade de expressão e a oposição ao governo.

GUERRA É PAZ
LIBERDADE É ESCRAVIDÃO
IGNORÂNCIA É FORÇA

Outro fator mensurável é o controle. Em 1984, o grande irmão está em todos os lados. Sua figura imponente habita as paredes de quase todos os estabelecimentos. As casas e os locais públicos possuem uma "teletela"  que tudo vê e tudo percebe. Até nos sonhos você é vigiado e se suas atividades forem suspeitas, você será investigado pela polícia do pensamento. O Grande Irmão de 1984 foi referência para o holandês John de Mol na criação do famoso programa "Big Brother".



Aproveitando-se que as distopias estão na "moda" com os best-sellers das trilogias "Jogos Vorazes" e "Divergente", decidi fazer um pequeno paralelo entre essas realidade.
  
Essas trilogias também são distopias como o 1984. Segundo o dicionário online de português, uma distopia é um "local imaginário, circunstância hipotética, em que se vive situações desesperadoras, com excesso de opressão ou de perda; antiutopia". 



No caso de Jogos Vorazes, a sociedade é dividida em distritos, no qual alguns são pobres e oprimidos e de maioria trabalhadora; e outros são ricos e consumidores. Esses distritos se veem obrigados a participar dos jogos vorazes e cada um tem dois tributos. Em uma arena ( não no estilo romana ), os tributos de todos os distritos se enfrentam até a morte, em um jogo televisionado. Só um sobrevive.

Em Divergente, a sociedade se divide em facções de acordo com aptidões. Porém, algumas pessoas são divergentes e tem múltiplas aptidões. Essas pessoas são um perigo para a ordem e o sistema. São caçadas e exterminadas. A guerra pelo poder faz com que esses divergentes sejam os únicos capazes de deter uma disputa sem igual.

É evidente que as duas trilogias possuem traços perceptíveis da obra de George Orwell. O fato da sociedade ser controlada e subjugada é um mero detalhe. As distopias descrevem o governo, poder, ou o partido, como um ente quase impossível de se derrotar. A figura de um estadista ( no caso de Jogos Vorazes ) que não mede forças para concluir seus objetivos. A sociedade que vê e é controlada por tudo.  Em Jogos Vorazes tudo é televisionado como um grande reality show. Nada é feito sem um roteiro. É tudo tão fútil. Já em Divergente as coisas são mais diretas: "Exterminar todo divergente". É o mesmo que se passa em 1984 quando percebem que uma pessoa está agindo de forma suspeita, ou é capaz de pensar além do que eles desejam. O extermínio deles é intelectual, mas não deixa de ser a mesma coisa.

É claro que as trilogias de hoje são uma releitura juvenil daquele clássico livro que deve ser lido por todo e qualquer cidadão. Gosto muito de "Jogos Vorazes" e a crítica intrínseca nas páginas da trilogia. Enfim, essa mera relação é apenas uma releitura que eu fiz da leitura destes livros. O incontestável é que 1984 é sim uma voraz distopia da nossa sociedade, mas que, infelizmente, vem deixando de ser apenas um pesadelo distante e se tornando uma realidade amarga, e muitas vezes até pior, que o longínquo ano de 1984.



terça-feira, 20 de maio de 2014

"Hoje eu quero voltar sozinho"

Na última quinta-feira, 15/05, os londrinenses tiveram a oportunidade de irem ao lançamento do longa: " Hoje eu quero voltar sozinho", filme alternativo baseado no curta " Eu não quero voltar sozinho". A estreia se deu às 20:30 hrs no Cine Contour.



O filme dirigido por Daniel Ribeiro era muito aguardado, e eu era um desses ansiosos que contavam os dias pra vê-lo nas telonas. É claro que a ansiedade nasceu logo quando vi no Youtube o curta, que é  simplesmente encantador. O engraçado é que o tema sexualidade não é  centro das atenções no filme. O foco são as descobertas e a independência que se tornam realidade na vida dos adolescentes.



Pra quem não conhece a trama, o filme e o curta contam a história de Leo ( Guilherme Lobo), um garoto cego que em meio às descobertas comuns da adolescência, lida com sua deficiência e com a paixão por um novo colega de classe, o Gabriel, interpretado por Fábio Audi. Entre a vida "comum" de um adolescente, Leo e Gabriel criam um laço que vai além da amizade. Entre os dois, está Giovana ( Tess Amorim ). Melhor amiga de Leo, ela se envolve nesse triângulo, quando percebe ter ciúmes de Leo com Gabriel. Entre a busca por liberdade e independência, o longa vai se construindo conforme as personagens crescem e assumem as diferenças que existem entre eles. 

Além do fator sexualidade na adolescência, o filme trata sobre a tão sonhada independência e também sobre preconceitos. Neste longa o preconceituoso não é o vilão. Ele é simplesmente um babaca que quer ser engraçado. A história de Leo e Gabriel é retratada de uma forma simples e pautada nas descobertas. A medida que eles se percebem e criam um laço, o genuíno amor e o desejo são encarados de forma natural. 


Algo interessante é o fato do personagem principal ser cego. Esta característica foi tema também de preconceitos e de motivação de um conflito de Leo com os pais.

Outro ponto forte é a paixão sem a troca de olhares. Você consegue perceber o surgimento dos sentimentos com a forma como os toques se tornam importantes e com a ansiedade de ver um ao outro. Amor além de estigmas preconceitos e ideais.

" Hoje eu quero voltar sozinho" é um filme com uma beleza tão singela e terna que é difícil não sair do cinema meio que apaixonado pelo longa. Se o curta já foi capaz de seduzir milhares de pessoas ( diga-se de passagem que conheço vário estrangeiros que o conhece ), o longa vai apaixonar. A relação do primeiro amor vista sem malícia. Como é se apaixonar sem a troca de olhares? A inocência e a independência. O filme só peca com alguns espaços vazios e diálogos desnecessários, mas complementa esses erros com uma trilha sonora incrível e atuações ótimas. Pra um filme alternativo e de pouca "grana", é um sucesso o que esse filme pode fazer. Sem preconceitos e com amor, isso eu diria pra quem vá assisti-lo.

Em Londrina, o filme continuará em cartaz até o dia 28 de maio com sessões às 16 hrs, nos finais de semana,  e às 20:30 hrs durante a semana. A seguir segue o curta pra quem ainda não viu:


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Gabriel García Márquez e seus quase cem anos de solidão

Retratar a América Latina em um único livro é uma tarefa árdua, na qual, pouquíssimos escritores, jornalistas ou historiadores tiveram êxito. Podemos dizer que na literatura, a obra que mais atende a esse desafio é "Cem Anos de Solidão", romance do recente falecido escritor colombiano, Gabriel García Márquez. Mas, por qual razão essa região se opõe a um retrato fidedigno?



A América Latina se tornou uma grande colcha de "retalhos", na qual, culturas, línguas, populações e ideais foram difundidos por suas extensas terras que correspondem a 14% da superfície terrestre. Em nenhum outro lugar, as línguas românticas ( português, francês, espanhol ) foram tão difundidas. A língua "latina" se confunde em palavras e expressões de seu povo com faces distintas e misturas diversas. Do calor mexicano ao frio da Patagônia, nossa história se confunde entre muito mais do que cem anos de subjugação à Europa e seus ideais expansionistas.

Agora, voltando o foco deste texto ao livro em questão, "Cem Anos de Solidão" é feliz no retrato desta região, pois focaliza suas páginas no âmago dos latinos: a família. No livro, você se envereda pela solidão dos "Buendía", uma família que vive em um pequeno povoado no meio do nada: Macondo. Os Buendía poderíam ser os "Silva", os "Pereira", talvez os "Cavalcantes" e, por que não os "Marquez"?

Essa família ( cuja a extensa árvore genealógica se encontra no início do livro ) é fundadora do povoado ( depois cidade ) de Macondo. O patriarca da família é José Arcádio Buendía e a matriarca Úrsula Iguarán. As gerações seguintes são frutos das superstições, dos medos, da guerra, das aflições e da extrema solidão que afoita a família e os habitantes de Macondo. 



Durante a leitura do livro você pode se confundir com os nomes dos personagens, pois é de gosto da família repeti-los. Os fatos nem sempre são cronológicos, e as palavras articuladas e cheias de poesia de Gabo ( como era conhecido o autor ) abrilhantam o texto.

" (..) um século de baralho e de experiência tinha ensinado que a história da família era uma engrenagem de repetições irreparáveis, uma roda giratória que teria continuado dando voltas até a eternidade, se não fosse o desgaste progressivo e irremediável do eixo." ( MÁRQUEZ, pg.428)


É importante ressaltar que Gabriel García Márquez ganhou em 1982 o nobel de literatura por sua suas importantes obras. Criador do realismo mágico ( interesse em mostrar o 'estranho' como algo corriqueiro e comum ), Gabo em seu discurso na premiação do Nobel em Estocolmo afirmou: 

" Em cada linha que escrevo trato sempre, com maior ou menos fortuna, de invocar os espíritos esquivos da poesia, e trato de deixar em cada palavra o testemunho de minha devoção pelas suas virtudes de adivinhação e pela sua permanente vitória contra os surdos poderes da morte." 



Em " Cem anos de solidão" ele denúncia a tristeza que vivem os latinos, esquecidos pela sua miséria e seus costumes supersticiosos. Em Macondo a morte demorou-se por chegar, mas quando se fez presente foi um massacre. As lutas e as guerras descritas no livro, muitas vezes não faziam sentido nem mesmo para seus personagens, que insistiam em lutar por um fim provável.  A magia e o atraso social eram o encanto e o medo da população. Como quando chegavam os ciganos com suas novidades e descobertas, trazidas de não muito longe, mas onde nenhum habitante de Macondo se aventurava a ir. A familia Buendía passou gerações carregadas de superstições que ninguém ousava contradizer. A esperança não vencia a solidão, que acompanhou cada personagem até o seu leito de morte. Úrsula, a matriarca, foi a única a sobreviver as seis gerações e a sua comumente melancolia, e quando enfim a morte chegou, foi com anunciada antecipação. 

Acredito eu, que a beleza deste livro está nas palavras poéticas que Gabo descreve seus personagens e suas vidas simples. Confirmo novamente que está intrínseca nessas páginas a história latina. A ditadura, a superstição, o medo, a guerra, a simplicidade e a solidão que vivíamos ou vivemos por aqui, foi retratado de forma poética.



"Cem anos de Solidão" é um importante livro pra todo aquele que se interessa pela suas origens e pela história de suas terras. O escritor colombiano, de forma singela, procurou retratar suas origens ( nasceu em Aracataca em 1928 ) e seu grande conhecimento sobre a América Latina ( sabe-se que Gabo foi importante personagem dos bastidores na história política latina ). 

Esse é meu segundo livro do autor ( recentemente li "A aventura de Miguel Littin, clandestino no Chile ) e estou ansioso por ler os belos títulos que ainda me faltam: " Amor nos tempos do Cólera", " Memórias de minhas putas tristes", "Ninguém escreve ao Coronel", "Do amor e outros demônios", etc. 

Acredito que após terminá-lo me sinto mais solitário do que minha alma latina já me permite ser, e também melhor conhecedor desse infortúnio que teima em ser característico de todos nós latinos: a solidão.

"Não é verdade que as pessoas param de perseguir os sonhos porque estão a ficar velhas, elas estão a ficar velhas porque pararam de perseguir os sonhos." Gabriel García Márquez

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Universo infanto-juvenil: as séries e coleções que fizeram história

A formação de um adulto leitor depende muito das fases pré e adolescente. Os gostos e o hábito de leitura, se adquirem especialmente nesta época, quando a pessoa se torna mais crítica e começa a definir seu caráter. Portanto, é neste período que alguns livros, séries e coleções se tornam marcantes na nossa vida. 

Meu gosto por livros de terror, por exemplo, começou aos meus 13 anos, quando conheci a série de livros " Goosebumps" do escritor americano R.L.Stine. Posso citar a influência de outros autores desta época, como Pedro Bandeira, Maria José Dupré, Álvaro Cardoso Gomes e Ana Maria Machado.

Pensando nessa importância que esses livros tiveram na minha vida, e com certeza na vida de milhões de apaixonados por literatura, resolvi escolher 5 das mais importantes séries ou coleções que li naquela fase.

Série Vaga-lume - Editora Ática



Essa é uma das mais importantes séries de livros infanto-juvenil do Brasil. As obras começaram a ser lançadas no ano de 1972 pela editora Ática, e mesmo 40 anos depois, ainda podemos nos surpreender com recentes lançamentos. Com mais de 70 livros, a série tem como símbolo um vaga-lume vestindo boina e tênis que apresenta o enredo das histórias. 

No início, as obras eram todos textos consagrados que eram reeditados pela coleção, porém na década de 80, autores novos começaram a ser lançados. Um dos maiores sucessos da série, O Escaravelho do Diabo, de Lúcia Machado de Almeida, foi lançado primeiramente em 1956 como um folhetim da revista O Cruzeiro.




O sucesso da série que já vendeu milhões de livros em todo o Brasil e atraiu leitores de várias gerações, talvez se deva ao baixo custo do livros ( que permitia que muitos deles fossem adotados por escolas ) e a alta tiragem nas edições. 

A série vaga-lume com toda certeza tem um lugar especial no coração de muitos leitores.  Meu favorito dela é "Éramos Seis" de Maria José Dupré.

Goosebumps - R.LStine - Abril 



A série que me iniciou no terror, hehe. De forma bem leve e com um charme especial, estes livros me encantaram desde o início. Lembro-me que adorava as capas com ilustrações horrendas ( no bom sentido) e as páginas simples e amareladas. O preço era algo interessante também ( R$3,90 Ed. Abril ). Conheci Goosebumps na biblioteca do meu colégio, e me tornei um fã de carteirinha.

De 1992 até 1997 foram 62 títulos ( somente 25 lançados no Brasil ), que inspiram filmes, séries e desenhos animados.



Entre as suas principais características, a série tem como objetivo envolver personagens infantis ou adolescentes, em situações de suspense e terror. De forma engraçada ou bem escrachada, R.L.Stine colocou suas personagens envolvidas com zombies, lobisomens, bonecos assassinos, parques de terror, professores macabros... entre outros medos juvenis.

Seu sucesso editorial, fazem que a série seja associada a Harry Potter, ( - O Harry Potter da década de 90), e o autor " o Stephen King infanto-juvenil". Longe das comparações, R.L.Stine é realmente um sucesso. Suas séries já venderam mais de 400 milhões de livros e influenciaram gerações de leitores desde o início da década de 90.

Série " Os Karas" - Pedro Bandeira-  Editora Moderna



 Pedro Bandeira foi meu autor favorito da pré-adolescência. Lia cada novo título, do escritor que nasceu em Santos, com ansiedade. Entre " Feiurinha" e " A Marca de uma Lágrima", a série policial " Os Karas" era minha favorita naquela época.

Os cinco livros contam a história de cinco jovens que moram na cidade de São Paulo e estudam em um colégio chamado "Elite". Em cada uma das aventuras, eles enfrentam problemas de gente grande e são obrigados a combater criminosos em aventuras policiais com muito suspense. Pedro Bandeira sabe como manter a narrativa envolvente, e é com toda certeza um dos maiores escritores brasileiros, com mais de 23 milhões de livros vendidos.



"Os Karas" começou no ano de 1984 com a publicação de "A Droga da Obediência". Os outros quatro títulos foram todos sucessos também ( A droga do amor, Pântano de Sangue, Anjo da Morte e Droga de Americana). Atualmente, os livros ainda são muito procurados por escolas, que buscam instigar a leitura nos adolescentes.


Coleção Salve-se Quem Puder! - Editora Scipione



Essa foi a minha primeira série.  Eu com meus 9/10 anos adorava resolver os mistérios desta coleção da editora Scipione. Os livros tinha características parecidas: texto curto; desenhos; mistérios para serem resolvidos; média de 48 páginas e leitura facilitada. Todas essas características visam chamar atenção das crianças e novos leitores.

Entre vários autores de renome internacional, a coleção fez sucesso pela sua simplicidade e proposta divertida de instigar a curiosidade na criança.  Meu favorito aqui foi o primeiro livro que li na vida, " Assassinato no avião da meia-noite" hehe.

Harry Potter - J.K.Rowling- Editora Rocco 



A série infanto-juvenil mais vendida do mundo também fez parte da minha pré-adolescência. Eu comprei meu primeiro Harry Potter antes mesmo de ver o filme. Me apaixonei pelo texto e pela magia das personagens. Rowling, a britânica que deu luz a essa história,  é eximia quando se trata de narrativa. Ela desenvolveu um clássico moderno, que é, e será cultuado por centenas de anos. 
É fato consumado que Harry Potter atraiu milhões de leitores. Muitos começaram a se influenciar por livros através da série. As sete obras que a compõe venderam mais de 400 milhões de exemplares em todo o mundo, além de serem frutos de adaptações para o cinema que se encontram entre as mais vistas nas telonas.



A história do menino que se descobre bruxo aos 11 anos, me encantou de tal forma, que passei dos meus 10 até os 18 fanático por tudo que dizia respeito a Harry Potter. Hoje, mantenho um respeito inabalável pela série, que com toda certeza me ensinou muito e influenciou minhas leituras futuras e no conhecimento de outros clássicos como Tolkien e Lewis.







segunda-feira, 28 de abril de 2014

Soturno


Resolvi postar um poema antigo, da minha adolescência. Não é assim que me sinto atualmente, e talvez naquela época eu não entendesse muito bem de sentimentos, mas apesar de simples e não lá muito bom, eu gosto dessas poesia que marcou uma época. Aqui está "Soturno":





Era um dia qualquer
O sol estava onde deveria
Tudo estava onde deveria estar
Menos eu, triste e soturno
Que só sabia pensar

Pensava em algo inatingível
- Algo que nunca vou ser!
Você meu alvo inesquecível
Que nunca vou ter

Que me deixou sozinho e soturno
Naquele dia claro e noturno

"Espero a lua chegar
só ela sabe como é viver
refletido pela luz 
de algo que não se pode tocar"

Me chamam de melancólicotristonho e até de louco
Mas, poucos sabem que vivo poucoPois meus dias são pra ti

Você, que talvez não exista
Que seja só uma ilusão
Que engana meu coração
 
Amor platônico assim
Só morrerei uma parte de mim
Pois a outra vou te entregar
Pra que pra sempre posso se lembrar

Agora eu sei que sou soturno
Pois ao seu lado eu não durmo

Wilton Black - 2009



segunda-feira, 14 de abril de 2014

Pedro Almodóvar e o Cinema de Cores

Recentemente estive pensando sobre meus diretores favoritos, e consequentemente uma lista de mestres se formou na minha cabeça. Entre brasileiros, americanos e europeus resolvi escrever um pouco de alguns deles. O primeiro que escolhi é o espanhol Pedro Almodóvar, que possui quatro filmes na minha lista de favoritos. São eles: " Mala Educación", " La piel que habito", " Volver" e "Abrazos Rotos". 

 Pedro Almodóvar Caballero nasceu em 24 de setembro de 1949 ( ou 1951 ) na cidade de Calzada de Calatrava, Espanha.

Teve uma educação católica, mas que de certa forma o incitou a perder a fé em Deus. Desde criança já adorava cinema, e aos 16 resolveu ir para Madrid tentar a vida. Sem dinheiro e sozinho, seu sonho era fazer  e estudar cinema. Nessa época, a capital espanhola era um berço de cultura, arte e liberdade para qualquer provinciano.



Seu primeiro período em Madrid foi crucial para sua formação como diretor no futuro. Almodóvar trabalhou na Cia de Telefonia Nacional, e foi lá que conheceu os dramas da classe média espanhola em ascensão, que seria trama de suas obras futuras.  Com este trabalho, o jovem espanhol juntou dinheiro para comprar sua primeira câmera, uma Super-8, e a partir daí começou a gravar e escrever roteiros. Também publicou diversos textos em revistas alternativas em plena ditadura espanhola.

Foi só no inicio da década de 80 que lançou seu primeiro longa,  "Pepi, Luci, Bom y Otras Chicas del Montón". A partir de então, Pedro Almodóvar se jogava completamente em cada trabalho, escrevendo, dirigindo, produzindo ou filmando. Seguiram-se outros sucesso como, "Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos" (1988), que foi indicado ao oscar de melhor filme estrangeiro.




Almodóvar se consagrou completamente como um dos mais promissores diretores da atualidade em 1999 quando foi indicado e ganhou o oscar de melhor filme estrangeiro com " Tudo sobre minha mãe", além de indicações em vário prêmios.

Almodóvar e suas peculiaridades

Uma das características de Almodóvar é recorrer a alguns atores fetiche. É dizer que são artistas com quem o diretor trabalha com frequência. Um exemplo é a espanhola Carmen Moura, que trabalhou nos primeiros longas da carreira de Almodóvar, mas na década de 90 houve um rompimento da amizade depois de anos de parceria. Em 2006, a atriz voltou a trabalhar com o diretor em "Volver", porém não há indícios de que a amizade retornou.

Outra atriz espanhola que com frequência trabalha com Almodóvar é Penelope Cruz. A atriz sempre admirou o trabalho do diretor, e no inicio de sua carreira fez testes para o elenco de algumas produções do espanhol. Porém, foi só em " Carne Trêmula" ( 1997 ) que a parceria começou, e se repetiu em mais três produções.



Antonio Banderas deve a Almodóvar sua fama internacional, pois foi à partir do diretor que se tornou conhecido no exterior. Banderas trabalhou em diversas películas com Pedro, e é um dos seus atores preferidos.

Cinema Noir e o folhetim espanhol

Os filmes Noir ( pronúncia no-ar - francês - preto) são caracterizados em um primeiro momento como filmes policiais, derivados dos suspenses e filmes de terror da década de 1930 e atrelados historicamente à Grande Depressão. Com raízes cinematográficas no expressionismo alemão, eram gravados geralmente em preto e branco e seus personagens misteriosos, eram descritos em um ambiente sombrio.

"Mala Educación" possui várias características noir


Almodóvar incorpora muitas características dos films noir em suas obras. Um assassinato, personagens misteriosos e o suspense policial envolvendo a trama são continuamente utilizados pelo diretor.

Cores

As cores nas produções de Almodóvar exercem um papel crucial.  O diretor utiliza-se de cores fortes ( também chamadas de chilones ), e com elas expressa os sentimentos de seus personagens.



As paixões, as crenças, os medos e as aflições, são expressas nas roupas, nas paredes e na natureza vivaz que compõe o cenários das obras de Almodóvar.

Vermelho, azul, mostarda, laranja e verde fundem-se na desordem de manifestações geométricas, inspiradas nos quadros de Mondrian e Gatti. 





As mulheres almodovianas são facilmente entrelaçadas pela força das cores que as compõe e transmitem suas ações nos objetos em cena. O passado e características do diretor ( como o fato de ser homossexual ) chegam até as telonas por meio de referências e contextos que os roteiros de Almodóvar nos permite interpretar.

Eu só vi quatro filmes de Almodóvar, e me já me apaixonei pela obra do espanhol. Se você ainda não conhece, procure conhecê-lo, e quem sabe consiga identificar um pouco das características que envolvem os folhetins desse diretor-artista que diz muito aos bons observadores.



quinta-feira, 20 de março de 2014

Geração Beat e Jack Kerouac

Talvez vocês nunca tenham ouvido falar da " Geração Beat", ou apenas tenham a vaga impressão de ser um grupo de hippies intelectualizados. Mas, vai muito além desse pensamento pejorativo. Comecei a me interessar pelo assunto após conhecer a obra do escritor Jack Kerouac, conhecido como o "pai dos Beats", título que o mesmo rejeitava.

Essa geração de artistas surgiu entre as décadas de 1950 e 1960 especialmente no sul dos Estados Unidos. Os Beats têm influência na música, poesia, e um acervo mais importante na literatura.



Seu modo nômade e  despreocupado de entender a vida; sua busca espiritual ( muitas vezes pautada no budismo ); seu grande interesse em viagens e na natureza; seu estilo contra as "normalidades" do sistema; e um pensamento tendencioso ao esquerdista e anárquico contribuíram para que o Beat, juntamente com o movimento hippie, fizessem parte de uma geração maior  conhecida como Contracultura.

Seus textos eram uma incessante busca pelo entendimento espiritual e um grau de consciência mais elevado. Muitas vezes os Beats eram caracterizados como "drogados", pois muitos não dispensavam o uso de drogas para alcançar um estado de espírito superior. O sexo não era visto com censura. Não da mesma forma como nossa sociedade está acostumada até nos dias de hoje. Os Beats, portanto, também podem ser considerados expoentes dos movimentos Punk, Feminista e pela busca da igualdade dos homossexuais.

O marco inicial da geração é considerado o poema "Uivo" de Allen Ginsberg ( posteriormente transformado em um excelente filme com James Franco no papel de Allen ). Lido pela primeira vez em 1955 em um bar de São Francisco. A seguir um trecho do poema de Allen:

Allen Ginsberg
uivo
para Carl Solomon  
  
"Eu vi os expoentes de minha geração destruídos pela loucura,  
    morrendo de fome, histéricos, nus,
arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca  
    de uma dose violenta de qualquer coisa,
"hipsters" com cabeça de anjo ansiando pelo antigo contato  
    celestial com o dínamo estrelado da maquinaria da noite,
que pobres, esfarrapados e olheiras fundas, viajaram fumando  
    sentados na sobrenatural escuridão dos miseráveis aparta-   mentos sem água quente, flutuando sobre os tetos das   cidades contemplando  jazz,
que desnudaram seus cérebros ao céu sob o Elevado e viram  
    anjos maometanos cambaleando iluminados nos telhados   das casas de cômodos, (..)"


Outro marco da geração são os livros de Jack Kerouac, especialmente o aclamado "On the Road". Nas páginas do livro, Jack narra suas aventuras e viagens com seu amigo Neal Cassady na famosa rota 66, rodovia que atravessa os Estados Unidos de leste a oeste.

Jack Kerouac se transformou em um importante ícone dessa geração pela forma despretensiosa e espontânea de sua narrativa. Os fatos são narradas como realmente ocorreram. Despreocupado com o texto, o franco-canadense escrevia como uma máquina, muitas vezes sem usar parágrafos e vírgulas. 

Jack Kerouac


" On the Road", seu mais famoso livro, demorou um pouco a ser aceito por uma editora justamente por essa despretensão. Kerouac, assim como seus amigos que deram início ao pensamento Beat, usava muitas drogas, entre elas benzedrina e anestésicos. Muitos dos textos do autor foram escritos sob efeito alucinógeno,

Após o sucesso de "On the Road", Jack escreveu também "Os Subterrâneos" e " Vagabundos Iluminados", entre outros. Muitos consideram o último como a obra prima do escritor, que tinha grande influência do americano Jack London. 

Mapa da Rota 66 de Jack


Em 21 de outubro de 1969 Jack Kerouac morre vítima de uma hemorragia decorrente da cirrose. Além de muitos admiradores, Jack deixou uma filosofia de vida que influenciaria artistas como John Lennon, Bob Dylan e bandas como Ramones e Sex Pistols.


"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam."
Jack Kerouac