quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Amy Lee completa 32 anos

Hoje um dos ícones do Rock completa mais um ano de vida. Além de ser pianista, tecladista, cantora, compositora, harpista, músicista e esposa, Amy Lynn Lee é vocalista da banda americana Evanescence, minha banda favorita. Não preciso dizer que sou fã dessa mulher que completa 32 anos nessa sexta-feira treze, pois quem me conhece um pouco já sabe o quanto cada canção cantada por ela tem um significado pra mim. 



Gostaria de deixar aqui marcado mais um ano em que tenho orgulho de dizer que sou fã do Evanescence; mais um ano que não me canso de escutar os CD'S que tanto me fazem bem ( e já se vão nove anos ); mais um ano de admiração. Obrigado Amy por me inspirar e fazer deste mundo tenebroso em muitos momentos mais compreensível. Obrigado por me fazer acreditar que não estou sozinho na dor. Obrigado por escrever músicas que me completam. 



Parabéns Amy. Adoro os rumos que a vida dela tem tomado e a maturidade que se percebe nos seus gestos e olhar. Vou deixar aqui, juntamente com meus votos de felicidades, um pedacinho da última música que Amy cantou, "Find a Way" em um show beneficente em parceria com  Paula Cole.




Encontrar uma maneira

" Pegue minha mão, me abrace forte
Cada respiração é uma dádiva
Não sabemos o que o amanhã nos reserva
Mas eu sei que preciso de você, você me mostra a verdade
E eu vou te alcançar de alguma forma

Vou encontrar uma maneira
De construir um outro mundo longe da dor
Vou encontrar uma maneira mantê-lo seguro
Até o fim dos tempos

... " 


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Carrie - Remake de 2013 moderniza a história

Passei os últimos meses ansioso pela estreia da nova versão de "Carrie", filme baseado no romance de Stephen King. Não sei se o fato de ser fã da versão de 1976 dirigida por Brian De Palma influenciou na minha expectativa, mas confesso que estava curioso sobre este remake. Refilmagens geralmente não agradam aos fãs do original, mas, não sendo mesquinho posso dizer que este novo filme  não me desagradou. 

As três "Carrie", Sissy (1976); Angela Bettis ( 2002) e Chlöe ( 2013)


Percebi uma Carrie mais ansiosa por socialização e um enredo mais mastigado. O filme em si não segue a linha do terror, com cenas noturnas, escuras e tenebrosas. É mais um filme adolescente com um tema sobrenatural. O fato de quase nada ficar subjetivo, talvez se explique na necessidade dos jovens de hoje em exigir tudo bem explicado. As câmera captam a ação do começo ao fim.



Uma  coisa que não me agradou foi Carrie controladora dos seus poderes. Em 1976 Sissy Spaceck representou uma garota assustada com seus feitos sobrenaturais, ansiosa por agradar seus colegas, mas dependente da mãe e da relação familiar. O tom de loucura é perceptível no olhar e nos gestos da Carrie versão antiga. Já a Carrie moderna é mais controlada e ciente dos seus poderes, mais infantilizada e, ao menos na cena do baile, o rosto de Chlöe Moretz representa um desejo incontido de matar e um controle absoluto de seus poderes. Os gestos com a mão não deixaram o filme pior nem melhor, mas não seguem bem o perfil da personagem do livro. O rosto de Chlöe reflete um desejo de vingança e não a loucura da versão original.



A diretora, Kimberly Peirce, optou por fazer um filme moderno ( onde celulares, computadores e todo tipo de tecnologia fazem parte do mundo da menina estranha rejeitada por todos ); criou uma relação familiar entre mãe e filha mais aberta; e salvou alguns personagens. A fotografia, mesmo com seus tons claros ( como a cena do entardecer quando Tommy Ross busca Carrie para o baile ), foi um ponto positivo. A trilha sonora não agradou tanto quanto a versão de De Palma e as atuação foram boas. Os efeitos especiais foram bacanas para um filme com pouco orçamento, e a presença de Julianne Moore abrilhantou a obra.



O filme em um geral me agradou como fã de Stephen King e tendo Carrie como minha personagem favorita. Acredito que os adolescentes de hoje não vão entender muito bem a mensagem original da história, mas trazer o clássico para o mundo atual tem os seus benefícios. É interessante ver as duas versões como obras separadas, mas a comparação é inevitável. 



Não deixem de vê-lo no cinema, vale o ingresso e é um bom remake. Nos próximos anos nos parece que haverá muitas outras obras de King nas telonas. Vamos esperar e torcer para que sejam boas e tragam inovação para o gênero do terror.

OBS: Gostei muito da divulgação do filme, traillers e pôsteres;
OBS²: Ao ver as versões deve-se levar em consideração a época em que foram produzidas;


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Mochilão Parte 5 - Iha do Sol, Puno - Arica

A Bolívia amanheceu, nessa quinta parte da aventura, com um sol maravilhoso e um calor agradável. As ruas logo cedo já estavam movimentadas. Os turistas caminhavam pelas tendas de artesanato com grandes mochilas nas costas em busca de hospedagem. Tomamos café de bolachas e bobagens do tipo, e partimos para conhecer um pouco de Copacabana.



A cidade é agradável, tem alguns morros e no topo delas igrejas católicas vigiam o povo boliviano. Em um país onde 98% da população é cristã e que possui três idiomas oficiais ( espanhol, quíchua e aimará ), sendo dois de origem indígena, a cultura se preserva. Aqui você não encontrará McDonalds e nem Coca-Cola. As filiais desses dois nomes de destaque no capitalismo deixaram o país em 2012, depois de tentativas frustradas de se inserir na cultura boliviana. A saída das empresas foi comemorada na Bolívia como uma vitória contra o capitalismo. Apesar disso, a pobreza e a desigualdade é muito comum no país.




Os bolivianos são parecidos com os peruanos. Possuem, em sua maioria, traços indígenas marcantes, estatura baixa e uma cor entre o branco e o moreno. As mulheres andam com saias coloridas e longas. 

O comércio e o turismo em Copacabana são os motores da economia. Caminhando pela cidade, encontramos agências de turismos, lugares para dormir e lojinhas com produtos típicos em todo os lados. Os preços aqui são mais em conta. Comprei uma camiseta pelo preço de R$10,00 e uma touca típica pela bagatela de R$4,00.

No centro da pequena cidade contratamos nossa excursão até a Ilha do Sul, em um valor de R$18,00. Antes de partir, almoçamos em um bom restaurante que nos ofereceu uma comida quentinha e gostosa.

Isla del Sol



Isla del Sol é uma ilha no lago Titicaca, pertencente à Bolívia. Tem área de 14,3 km² e é a maior ilha do lago. Tinha o nome de Isla Titicaca.

É uma ilha sagrada para os Incas, onde se encontravam os santuários das "vírgenes del sol", dedicado ao Deus Sol. A ilha atualmente é povoada por indígenas de origem quechua e aymara, dedicados ao artesanato e ao pastoreio, principalmente de gado ovino.

Existem muitos sítios arqueológicos em volta da ilha. Estudos indicam que a civilização Inca teve origem na ilha, com o surgimento de Manco Capac.

O caminho até a Ilha principal demora cerca de uma hora e meia, e o fizemos de barco, o único meio de chegar até lá. A embarcação estava cheia de holandeses e americanos e tinha uma brasileira além de mim. Estávamos cansados e aproveitamos para descansar e dormir um pouquinho. 



A ilha tem uma beleza maravilhosa em um estilo inca inconfundível. É uma espécie de paraíso. Chegamos e tínhamos duas horas para percorrer o local. Estávamos cansados, mas tentamos subir o morro que levava até o templo principal. Fracassamos. Subíamos, subíamos e nunca chegávamos. Os indígenas levavam as mochilas dos estrangeiros em mulas que subiam em uma velocidade maior que a nossa. Na metade do caminho decidi voltar e esperar o restante do grupo na espécie de praia tentando aproveitar um pouco a natureza. No final ninguém do nosso grupo conseguiu chegar até o templo. Embarcamos novamente de volta à Copacabana. Antes passamos em mais uma pequena ilha para então seguir viagem. 





Um fato curioso desse dia foi que reencontrei um amigo que fiz no Peru, no caminho para  Machu Picchu. Um advogado norueguês que resolveu fazer um mochilão por dois meses na América do Sul. Sem falar espanhol, ele veio sozinho para aventuras na selva e em lugares longínquos.Provavelmente nunca mais o verei, porém achei legal revê-lo.



Nossa última noite na Bolívia foi caminhando pela feira artesanal e comprando presentes, que eram bem  baratos. Comprei uma camiseta da Bolívia, chaveiros, gorros e mais algumas coisas. Diferente do Peru, os bolivianos não costumam dar muitos descontos.

No dia seguinte levantamos cedo para partir. Como ficou acordado com o motorista, ele levaria nossos amigos que estavam sem documentos primeiro, e nos esperaria na fronteira para passarmos juntos. Estávamos aflitos, mas era nossa única chance. Por sorte deu tudo certo, e depois de duas horas de sair da Bolívia já estávamos novamente em Puno. 

Adeus Peru

PUNO


Nosso mochilão estava chegando ao fim. Só faltava o caminho de volta. Aquele sentimento de nostalgia já nos afetava. Lembrávamos os feitos e riamos. O fato é: Estávamos cansados e com saudade do nosso lar e aconchego, mas realizados.

Em Puno percorremos um pouco mais a cidade e voltamos ao hostel onde nos hospedamos. Lá, o simpaticíssimo dono nos ofereceu um café e  o uso da cozinha sem nos cobrar nada. Comemos e partimos para Tacna agradecidos pela generosidade do peruano.

O entardecer nos presentou com um final de dia lindo, e aquela sensação de que aquelas lembranças seriam eternas. Passamos a noite na estrada. 

ENTARDECER EM PUNO

Já em Tacna teríamos que resolver o problema com a embaixada do Chile, pois nessa última etapa nossos amigos sem documentos não teriam a mesma sorte que na Bolívia.  Nossa frustração foi grande quando descobrimos que a embaixada estava fechada. Era feriado no Peru...

Já estávamos chateados com nosso azar. Tentei por mais algumas vezes a campainha, e já íamos voltando para o terminal de ônibus quando um homem ( com cara de sono ), nos atendeu. Explicamos a situação com lágrimas nos olhos e o "nosso" compatriota resolveu nos ajudar. 

Na embaixada tomamos um banho e descansamos enquanto os papéis eram arrumados. Outros dois chilenos chegaram com um problema parecido: Eles tinham sido roubados na Bolívia.

Queríamos ir embora logo de Tacna. Não foi uma cidade que nos agradou muito. Aí os chilenos não pareciam bem recebidos também, e fomos insultados com " Chilenos conche tu madre", algumas vezes. 



Na praia em Arica


 Tudo resolvido fomos de ônibus para Arica. Aproveitamos o fim de tarde frio na praia e depois comemos o melhor " completo" ( cachorro quente ) que comi durante meus 6 meses no Chile. Maravilhoso, ainda mais depois de tanto tempo comendo arroz e batata frita, hehe.

O MELHOR COMPLETO DO MUNDO


Estava acabando. Ficamos agradecidos em voltar para Santiago, e por incrível que pareça, saiu quase tudo muito bem. Mudamos alguns planos, passamos por apuros, mas nos divertimos; conhecemos pessoas maravilhosas; culturas; lugares inesquecíveis. No final cada experiência foi válida e crescemos muito. Indico a qualquer pessoa colocar uma mochila nas costas uma vez na vida e fazer algo do tipo. Sem muito dinheiro, pensando na aventura e sem planejar muito. O que vale é a coragem e a disponibilidade.

Assim termina esse primeiro mochilão que fiz na minha vida. Espero e acredito que terei muitas outras viagens para compartilhar, mas essa sempre vai ser especial por ter sido a primeira e com pessoas incríveis. Agradeço em especial meus companheiros de aventura, BASTIÁN, MACA, JOSE, JABBI, PABLO, GIUSEPPE, TANIA, SEBA e VIVI. E agradeço ao Rocko Salinas que me ajudou muito, e ao Wilson, pois sem eles não seria possível realizar essa viagem. Gostaria de deixar uma frase que resume o tanto que aprende nesses 11 dias de viagens que tentei expor em 5 postagens. Obrigado pra todo mundo que leu também. Até a próxima ventura.


                        "As vezes é preciso se aventurar fora do seu mundo para se encontrar."


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

"Em Chamas"- Sequência de Jogos Vorazes surpreende nos cinemas

A aguardada sequência de "Jogos Vorazes" foi o lançamento mais esperando neste mês de novembro. Os fãs assistiam a cada novo trailer com ansiedade e euforia. Mas, qual a sensação que ficou após o final deste segundo filme da série?



Primeiro, uma crítica do enredo do filme, com base na leitura da série C/ Spollers. Texto: Eduardo Ferreira


                Francis Lawrence conseguiu com maestria manter a essência da obra original de “Jogos Vorazes, Em chamas”. Não somente o enredo foi mantido, como a escolha de cenário, atores e efeitos especiais, levam o espectador a todo o momento a pensar que está relendo o livro. 

A segunda parte da franquia de Jogos Vorazes retrata como Katniss Everdeen e Peeta Mellark seguem suas vidas após terem vencidos a 74º edição dos jogos. Ambos se mudam para a Vila dos Campeões. Entretanto, uma visita  inesperada mexe com a vida pacata dos dois. Katniss é procurada pelo presidente de Panem, Snow, que a ameaça.  O gesto realizado por ela na última versão dos jogos acendeu na população dos  distritos uma fagulha de revolta contra a Capital. Tentando conter tal revolução, Snow obriga Katniss a fingir diante de todos que está perdidamente apaixonada por Peeta, caso contrário irá acabar com todos aqueles que ela ama. 


O casal parte em turnê pelos distritos fingindo uma paixão avassaladora. Cabe aqui elogiar a atuação de Jennifer Lawrence tentando "ser" uma péssima atriz, e acreditem, ela consegue. 

Os discursos feitos em cada Distrito renderam cenas incríveis. É emocionante ver os gestos de apoio à Katniss da população. No final, a turnê só serve para inflamar ainda mais o povo contra a Capital. O tordo de Katniss é o símbolo contra a opressão do governo. 

O presidente vê que não pode apenas matar o casal vitorioso, pois isso aumentaria a revolta, sendo assim, em homenagem ao Massacre Quaternário ( uma comemoração especial que ocorre a cada vinte e cinco anos) fica decidido que a septuagésima quinta versão dos Jogos, contaria apenas com a participação de um casal por distrito dos antigos vencedores. O Distrito doze tem apenas três vencedores, sendo que Katniss é a única mulher, ou seja, já está nos jogos.




Um parêntese a ser aberto, é quanto à seleção dos atores que interpretam os vencedores. Ela não podia ser mais assertiva. Eles conseguiram dar vida a seu personagem fidedignamente ao que lemos no livro. 

Como era de se esperar os escolhidos do Distrito Doze são Katniss e Peeta. Dessa vez Katniss sabe que somente um deles pode sair vivo da arena, e promete salvar a vida de Peeta. As alianças são inevitáveis. Mais da metade dos participantes têm interesse em uma parceria com o Doze, já que conhecem a habilidade da Garota em Chamas com seu arco. 


Duas passagens do filme chamam muita  atenção e deixam ansiedade. A primeira foi o desfile dos tributos. Muitos acharam o desfile do primeiro filme um tanto quanto fraco.  A cena descrita surpreendentemente no livro, deixou muito a desejar na versão cinematográfica. Já em "Em chamas", você perde o fôlego. Os efeitos especiais foram de arrepiar. 



A segunda cena foi a da entrevista dos tributos, quando Katniss vestida de noiva se transforma no tordo negro, deixando todos boquiabertos. 

Os jogos em si não tomaram muito tempo, já que o mesmo é uma ponte para "A esperança " (último capitulo da série) eles se desenrolam em pouco mais de meia hora, porém, são de arrepiar. 

É perceptível nas salas de cinema que muitos não compreendiam o porquê das atitudes de alguns personagens na trama. Quem não leu o livro se surpreende com o sacrifício de vários tributos para manter os participantes do Distrito Doze vivos. Até mesmo Katniss e Peeta ficam intrigados com isso. Só temos a resposta ao final, quando descobrimos que os Jogos desta vez não vão acabar como espera a Capital. 



Katniss usa uma falha do sistema para destruir o campo de força da arena, e consegue assim ser salva. Toda a revolução começa com uma fagulha e no caso dos Jogos Vorazes, essa fagulha se chama Katniss Everdeen. Uma coisa que deixou muitas pessoas com o coração na mão é quando descobrimos que a garota em chamas foi salva e enviada ao Décimo Terceiro Distrito (isso mesmo aquele distrito que todo mundo achou que havia sido destruído) e que, entretanto, Peeta não teve a mesma sorte.






Crítica de Cinema p/ Wilton Black:

 Uma grande evolução é facilmente percebida no desenrolar das cenas do filme. Talvez tenha sido a troca de roteirista. Michael Arndt transformou a aventura de Jogos Vorazes no empolgante "Em Chamas", superando as expectativas de fãs e críticos. No desenvolver da história, que tem pouco mais de duas horas, é possível perceber o clima de tensão criado nos distritos a partir do ato de "salvação" de Katniss no filme anterior. 

O trabalho de fotografia foi essencial para demonstrar as desigualdades, um tema intrínseco no enredo. Os distritos mais pobres e suas cores cinzentas; suas paisagens secas; seus trabalhadores de rosto sofrido; a fome coabitando com a população. A capital e suas cores vibrantes; sua futilidade e glamour; seu exagero contido nas roupas e construções. Talvez passe despercebido pelos, geralmente, adolescentes fãs da série, porém, a crítica à nossa sociedade é óbvia: desenvolvidos/subdesenvolvidos. 




Também pode não receber muita atenção dos jovens que esperam ansiosamente as lutas do, muito bem elaborado, massacre quaternário, mas não seria mera coincidência a mídia de Panem (o país de Katniss e Peeta) televisionar cada passo e cada decisão dos pombinhos. O controle e a opressão. O poder não está interessado em cidadãos que contestam e pensam. O poder quer apenas governar e ser exercido. Usar uma figura pública como imagem daquilo que deve ser obedecido. Controlar as atitudes e as decisões dos dois, em busca de uma finalidade. Aparentar a naturalidade, enquanto o caos percorre as ruas dos distritos mais pobres; enquanto a população carente morre de estômago vazio; enquanto a população trabalhadora não tem direito de contestar. Tudo isso está ali na telona, enquanto você assiste "Em Chamas". 




Se você parar pra pensar não é muito diferente do que vemos na televisão todos os dias. O controle do que vai ser discutido pela sociedade é exercido pela mídia, ela decide o que vai ser noticiado, diz o que vai ser abordado pelas pessoas no dia seguinte. Ela diz o assunto, as pessoas repetem. Não seria isso exercer poder? 

Além de ser mais crítico, "Em Chamas" é superior ao seu anterior nos efeitos especiais e nas atuações. Os jogos desta vez foram mais empolgantes e tiveram um maior caráter de urgência. Toda a tensão criada pelas cenas preliminares que não envolvem ação, deixa você se perguntando (caso não tenha lido os livros), como eles vão se safar dessa. Jennifer Lawrance, ganhadora do Oscar de melhor atriz em 2013, se consolida como uma das grandes no momento. Sua atuação é muito superior a tímida Katniss de "Jogos Vorazes". Neste longa ela se entrega e demonstra brilhantismo nos olhares e gestos da personagem. O humor fica por conta de Johana (Jena Malone) e Finnick (Sam Claflin), que fazem também um ótimo trabalho. 


É um dos poucos filmes adolescentes que não explora o amor como eixo central. É um dos únicos que reflete sobre temas reais em um ambiente de ficção. É, com certeza, um dos melhores do ano, o que nos faz aguardar ansiosamente pelos próximos dois filmes que irão nos dizer como tudo isso vai acabar. 

A cena, que  reflete bem o que será do próximo filme é a última. O fechar de olhos da protagonista nos transmite os vários sentimentos que naquele momento ela sente. Medo, raiva, angústia, dor, sofrimento, ódio e vingança. Tudo isso é o que nos aguarda em "A Esperança", que estreia no próximo ano. Estamos ansiosos.