quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Mochilão Chile - Peru - Bolivia - 1ª Parte



 Como tem muita coisa para contar do mochilão e eu gostaria de dar detalhes, resolvi dividir os textos em três partes. Na primeira, contar como foi a partida até chegar na cidade de Arequipa. Na segunda parte: Arequipa - Cuzco - Macho Picchu. E na terceira: Puno - Bolívia e o retorno para a casa. Aqui vai a primeira da minha aventura.




Nós partimos para a cidade de Arica na noite do dia 20 de julho deste ano. Éramos um grupo de dez pessoas, no qual eu era o único brasileiro. O restante eram chilenos. Nosso bando incluía uma linda criança de oito anos. O que no principio parecia impossível para ela, foi uma grande surpresa, pois além de fazer todo o caminho até Macho Picchu bravamente, foi uma das poucas que não sentiu a força da altitude.

Agora voltando ao nosso roteiro de mochilão. Saímos de Santiago na madrugada do dia 20 para o dia 21 de Julho. 

Arica é uma cidade que faz fronteira com o Peru e ponto de partida para grupos de mochileiros que pretendem desvendar aquelas terras. Antigamente a região foi domínio peruano, mas depois da famosa Guerra do Pacifico passou à administração chilena. Apesar de estar em território do Chile, você já se sente no Peru, pois a população é mesclada e a forte influência peruana  na cidade é notável. Arica é uma cidade litorânea e possui um porto, mas, apesar de ser o destino do nosso avião, não era nossa intenção em um primeiro momento conhecê-la.

Falando em intenções, vou descrever brevemente qual seria nossa possível rota.
Planejamos pegar um avião de Santiago a Arica, com duração de três horas. Em Arica teríamos que partir logo no inicio para o Peru, mas especificamente para a cidade de Tacna. Por sua vez, Tacna não seria um lugar a se conhecer, já que não oferece muitos pontos turísticos. Nossa intenção era ir diretamente para a cidade de Puno, que fica como oito horas do local. De Puno seguir para Cuzco e aí montar nossa rota para Macho Picchu. Depois de Macho Picchu voltaríamos para Cuzco e depois Puno, mas somente para pegar um ônibus e irmos para a Bolívia, já que a cidade é fronteiriça. Ufa, quanta coisa, hehe.

Nesse mapa, é possível verificar nossa rota


Na Bolívia seguiríamos para Copacabana ( não é a praia carioca ). Lá conheceríamos a Ilha do Sol, para então voltarmos a Puno, novamente Tacna, e finalizando em Arica. Nosso voo de retorno estava marcado para o dia 31 de julho. Parece complicado, mas é uma das rotas mais feitas para quem deseja conhecer Macho Picchu e Ilha do Sol partindo do Chile.

É claro que isso era o nosso planejado, mas uma coisa que não se deve esquecer quando se faz um mochilão, é: Nem tudo dá certo. Sim, tivemos que alterar nossa rota e mudar algumas coisas, mas nada que alterasse o nosso plano original de conhecer Macho Picchu e Bolívia. 

Chegamos em Arica as três e meia da manhã. Não existiam ônibus partindo para o Peru nesse horário, portanto, tivemos que esperar até as 8hrs, quando tudo começaria a funcionar. Nossa aventura começou nesse momento, quando decidimos dormir no aeroporto. Colocamos as mochilas no chão, pegamos nossas mantas e “descansamos” o tempo que a madrugada nos reservara.  A opção “pagar um hotel” era impensável, já que estavamos em regime de economia. Eu não consegui dormir. Apenas fechei os olhos para enganar o meu corpo. Quando o sol surgiu pegamos um taxi até o terminal de ônibus de Arica. 

Dormir no aeroporto foi um sacrifício pelas economias


O terminal é um pouco confuso, portanto deve-se tomar cuidado e colocar bastante atenção. Você tem duas opções. Ou você pega um taxi que te deixa no Peru por um preço um pouco maior ( Cerca de R$20,00 ) ou você vai de ônibus. Só não espere conforto, pois os ônibus são simples e às vezes não muito seguros. O ônibus nos custou R$10,00 por pessoa. Importante é não se esquecer dos documentos que a aduana pede. Você deve estar com sua identidade ou passaporte disponível.
Agora descrevendo um pouco da paisagem que a fronteira entre Chile e Peru proporciona. A região é desértica. Você se sentirá em um filme naquelas estradas estreitas e aquela paisagem de areia sem fim. Não deixa de ter seu encanto. O ar também é muito seco.

Estrada. Chegado no Peru
 A viagem de Arica a Tacna dura em torno de 2 horas com a passagem nas aduanas do Peru e do Chile. 

Uma dica muito importante é sobre a língua. O espanhol não é uma língua tão fácil quanto imaginam os brasileiros. Você pode se enrolar facilmente. Tente ir pro seu mochilão preparado, nem que for com um dicionário. O inglês ajuda muito na comunicação com estrangeiros de todo o mundo, mas os peruanos geralmente não falam inglês. O espanhol deles é um das melhores da América do Sul, mas como a população tem uma forte influência indígena, boa parte deles fala o quéchua, que é a antiga língua inca. Alguns falam mais quéchua que espanhol, então complica um pouco na comunicação, até mesmo pra um hispânico nativo.

Falando em Peru, vou passar algumas informações sobre o país:

O Vermelho é estandarte inca e o branco a paz - Bandeira do Peru
 
   O Peru é um país localizado na América do Sul e tem uma população de 28 milhões de pessoas, que possuem uma forte influência indígena e europeia. A sua capital é Lima, e entre as principais cidades estão Arequipa e Cuzco. O Peru se tornou um importante polo turístico depois da descoberta da lendária cidade inca de Macho Picchu.
Entre a cordilheira dos Andes e uma densa selva, o norte-americano Hiram Bingham quem, à frente de uma expedição da Universidade de Yale, redescobriu e apresentou ao mundo Machu Picchu em 24 de julho de 1911. Desde então, o local recebe visitas todos os anos e é considerado patrimonial mundial pela UNESCO.
Além de ser berço de uma das mais importantes impérios no mundo, os Incas, o Peru encanta por sua diversidade e belezas naturais, que vão desde o Deserto de Nazca e as imponentes montanhas dos Andes até a floresta Amazônica. 

Voltando... Chegando em Tacna ficamos um pouco assustados. Estar em um outro país é respeitar as suas diferenças, o seu povo, e a sua cultura. O Peru é um lugar bem diferente do que estamos acostumados. O trânsito tem a sua própria lógica ( caótica seria a palavra para os brasileiros ), e você encontrará a influência indígena em todos os lados, desde a comida até a artesania.

Já na fronteira Chile - Peru, apesar do calor do deserto, o vento deixava tudo frio


 Em Tacna fomos logo advertidos por um policial. “ Vocês vão tomar cuidado para não serem assaltados”. É óbvio que ficamos com mais medo depois disso. Como éramos um grupo grande, e todos com mochilas e com um tom de pele diferente da população peruana, éramos facilmente notados como turistas.

A cidade seria nosso ponto de troca de moeda, portanto, tínhamos que redobrar o cuidado. Cada um de nós trocou cento e cinquenta mil pesos chilenos ( naquela época eu morava no Chile ), isso foi convertido em 800 soles ( sol é a moeda peruana ). Convertendo na data de hoje ( 04/09/2013) seriam R$696,00 ou oitocentos e vinte e sete soles. Nosso plano era economizar com comida e hospedagem, sempre procurando os lugares mais baratos e próximos do centro.

Trocamos o dinheiro e fomos buscar uma companhia de ônibus que nos levasse até a cidade de Puno. No terminal, nos sentíamos como carne fresca. Fomos assediados por todo tipo de vendedor que nos oferecia a cada vez mais barato a viagem. Nosso plano era Puno, mas fomos convencidos por um peruano a irmos a Arequipa. “ A viagem até Puno é mais complicada e perigosa. Compensa vocês irem para Arequipa, que é uma cidade linda, e depois para Cuzco, Além do mais, sai mais barato.” A viagem nos custou como R$15,000 e teve uma duração de 7 horas. Resolvemos seguir o conselho do peruanos e ir para Arequipa.

Paisagens Desérticas na fronteira entre os dois países


Como já mencionei antes, os ônibus no Peru são um pouco complicados. É claro que essa visão é comprometida pelo fato de nós sempre termos escolhido companhias baratas. Nossa opção de Tacna-Arequipa foi a empresa “Flores”, e de coração eu não a recomendo. O caminho para Arequipa é encantador. Uma beleza que misturava montanhas, selva e deserto. O problema era o ônibus que não oferecia nem um tipo de segurança e as estradas que também deixavam muito a desejar. Viajamos por precipícios, subindo montanhas e descemos. Sem contar o calor que fazia. Não tinha ar condicionado ( é óbvio que não ), e o sol era arrebatador. Apesar dos pesares e de pensarmos em vários momentos que não chegaríamos ao nosso destino, Chegamos a Arequipa, a cidade dos vulcões, e a partir de aqui, eu conto na próxima postagem, pois são muitas aventuras que seguem.

Uma foto só pra dar um gostinho de Arequipa - A cidade dos vulcões


domingo, 1 de setembro de 2013

Por que conhecer a América do Sul?


Sempre quis escrever uma aventura, bem daquelas que costumo ler, nas quais os protagonistas passam por apuros, mas no final sempre conseguem chegar ao seu destino. Uma aventura real e imprevisível. Sempre me imaginei vivendo uma  também, e confesso que tinha poucas esperanças em vivê-las de verdade. Essas vontades doidas começaram a ficar mais próximas quando parti de intercâmbio para o Chile no mês de março de 2013. Foi tudo tão diferente e “rápido”, que era impossível não pensar que já estava vivenciando minha própria e sonhada aventura. Quando tive a oportunidade de partir para outra peripécia maior ainda, não pensei duas vezes e disse sim.

Conhecer Machu Picchu é um sonho para qualquer viajante. A cidade perdida dos Incas é um lugar mágico para os aventureiros, e está localizada em um dos pontos mais lindos desse planeta. Não por menos, é uma das novas sete maravilhas do mundo moderno. 

Macho Picchu - A cidade Perdida


O Peru é um dos países que eu sempre quis conhecer e quando meu companheiro da faculdade Bastián Celis e sua família me convidaram para fazer um “mochilão” por terras peruanas e bolivianas, senti o meu sangue aventureiro pulsar mais forte nas minhas veias e uma sensação de que o mundo é pequeno. O dinheiro em um principio foi um grande problema, mas nada que reflexão e algumas contas e economias não resolvessem. 

Arequipa - Peru


Antes de começar a explicar como foram os 11 dias em que estivemos em três países diferentes, vou expressar minha opinião sobre o turismo e algo o que percebi nos últimos seis meses.

É evidente que nos últimos anos o padrão de vida do brasileiro melhorou e isso proporcionou um aumento nas viagens nacionais e internacionais. Uma pesquisa da fundação Getúlio Vargas apontou que em 2012 o número de desembarque internacionais ficaram próximos a 1 milhão de pessoas. Além de viajar mais, os gastos dos brasileiros no exterior também aumentaram. Um levantamento divulgado pelo Banco Central evidencia que, em março deste ano, os brasileiros gastaram o valor recorde de US$ 1,870 bilhão em viagens ao exterior. Os principais destinos são os Estados Unidos, Buenos Aires e Europa. 

Os brasileiros veem descobrindo o prazer em viajar, e em países como Chile e Argentina, já são o maior grupo de turistas. O fato é que, esses destinos são mais escolhidos pelo preço, proximidade e a “facilidade” com o espanhol. É claro que como o número de brasileiros viajando aumentou substancialmente nos últimos 10 anos, os principais destinos vem se preparando para nos receber melhor.
O que me deixa um pouco desconfortável é o fato de muitas pessoas verem os destinos na América do Sul com preconceito. Sim, a palavra é preconceito. Talvez seja o sonho “ americano” que ainda persiste na mente de muitas pessoas. Ou o fato de não verem potencial na nossa região, já que somos um grupo de países “em desenvolvimento”. Isso me entristece. América Latina é um dos principais destinos de turistas do mundo todo, e o que encontrei nas minhas viagens são pessoas de todo o mundo, e infelizmente um pequeno grupo latino. 

Uma parte das pessoas não tem ideia que só no nosso subcontinente temos duas maravilhas modernas ( Machu Picchu e o Cristo ), e duas maravilhas naturais ( Amazônia e Cataratas do Iguaçu ). As pessoas se “esquecem” que muito próximo do Brasil podemos contrastar as paisagens geladas da Patagônia com o deserto mais árido do mundo, o Atacama. Muita gente finge não perceber que as praias tropicais do Brasil e Colômbia são das mais procuradas no mundo, e consideradas como as mais lindas. Turistas que buscam primeiramente a boêmia das ruas de Paris e Londres, não se lembram que Buenos Aires, Rio de Janeiro e Santiago são consideradas cidades culturais e respiram esse ar nas noites movimentadas e nos seus bares noturnos. 

Cataratas do Iguaçu - Argentina - Brasil - Uma das 7 maravilhas naturais


Não preciso citar as ilhas paradisíacas, a mescla de arquitetura e culturas que é a América do Sul e o fato de termos a cordilheira dos Andes e ser o berço de uma das mais intrigantes sociedades já descobertas, os Incas.

Cordilheira dos Andes - Chile


O que me apavora não é o fato das pessoas viajarem para outros lugares além das nossas terras do hemisfério sul, pois isso na verdade é uma opção. O que me dá medo é que muitos sabem de todas essas informações e fecham os olhos com um preconceito bobo criticando nossa cultura e nossas paisagens, sem conhecê-las.

Ouvi da boca de muitas pessoas no tempo que passei fora do país, o que confirmam essa minha hipótese. Alguns exemplos: “ Chile, o que tem nesse país?” – “ Tantas outras opções e você fica aqui na América do Sul?”, ou “ O que você foi fazer na Bolívia e no Peru? Lá não tem nada.”
Essa são opiniões, que sinceramente, eu desprezo e não fazem sentido nenhum para mim. Descobri na América do Sul, sim na nossa América, que vivemos em um dos lugares mais lindos do mundo, recheado de cultura, paisagens maravilhosas, pessoas encantadoras e lugares incríveis. Descobri que não tinha melhor opção para mim do que ficar por aqui mesmo na América Latina, pois agora eu posso dizer que conheço o novo mundo, agora sim estou pronto para o “velho”. 

Ainda existem muitos lugares no Brasil e na América Latina que quero conhecer. Os seis países que conheço são quase nada quando pensamos que existe o Caribe, América Central e o México e sua infinidade de opções. O que eu quero deixar em conclusão antes do post sobre a minha aventura, é que ninguém deve criticar o que não conhece. 



Se você tiver oportunidade de primeiro conhecer a América Latina, conheça, pois não se arrependerá. Eu também tenho o sonho de conhecer a Europa e vários lugares bem longe daqui, mas minha sincera opinião é que todas as pessoas que também sentem o sangue pulsar por aventura, e que têm o desejo de conhecer o máximo de lugares que puder, devem começar pelo Brasil e seus vizinhos, pois nesses lugares você vai se apaixonar pela natureza, pela cultura e pelo prazer em viajar. 

Agora que já desabafei, vou escrever o texto do mochilão, hehe. Logo, logo publicarei, prometo.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Noite Santiaguina - Lugares que você não pode deixar de conhecer

Toda cidade tem a sua Bohemia e sua porção de lugares que fazem da noite um ponto turístico a mais nos seus roteiros. Como não deveria deixar de ser, Santiago, capital do Chile, é uma dessas que oferece uma diversidade de opções para turistas, estudantes e para os próprios santiaguinos. 

Nesses meses que já levo por aqui, posso dizer que conheci um pouco desses locais. O Chile tem uma agitação noturna diferenciada. Enquanto você corre as ruas da capital, você escutará idiomas diversos, ouvirá uma mescla de música latina e um pouco de cada canto do mundo ( inclusive do Brasil ) e poderá sentir um clima latino-europeu encontrado em poucos lugares do nosso continente. 

A beleza da cidade é diferenciada na noite e você pode obter uma nova versão dos velhos edifícios e da arquitetura nostálgica do lugar.

As opções de bairros mais populares são os conhecidos "Bella Vista" e "Bellas Artes". Próximos ao centro, eles tem uma infinidade de opções de pubs, karaokês, restaurantes, baladas e bares que vão dos mais caros e bem frequentados, até algo mais simples, barato e, bom, as vezes nem tão bem frequentado. Você tem opções, e isso é ótimo.

Uma opção mais cara é os bairros "Las Tarrias" e "Vitacura" ou "Providencia". Aí você encontrará lugares mais luxuosos, um ambiente mais homogêneo e  mais caro.

Minha lista persiste em lugares que visitei, no qual deixarei minha opinião, e aqueles que são dicas para turistas, mas que ainda não visitei. Vamos "al carrete" primeiro.


Miércoles Po



Vou começar a lista com a minha balada favorita: a Miércoles Po. A festa ocorre todas as quarta-feiras ( por isso o nome miércoles, quarta em espanhol) e o local sempre muda, então tem que ficar atento pelo facebook ou site do evento. É uma festa para estrangeiros que estão no Chile de passeio ou estudando, portanto é grátis. Os chilenos também podem entrar grátis, desde que estejam na lista. Mulheres não pagam.
O interessante da festa é que por ser uma balada para estrangeiros toca músicas de todos os lugares, com foco na música eletrônica. É um ótimo lugar para conhecer gente de todo o mundo e fazer contatos. Vir a Santiago e não ir a Miércoles Po é quase um pecado, portanto é uma balada obrigatória e vale a pena.

http://www.comunidadpo.cl/
 

After Office



Essa balada eu não cheguei a conhecer, mas recebi muitas indicações. O After Office não é uma exclusividade de Santiago, outras cidades do mundo como Buenos Aires e San Francisco também possuem. É uma balada para jovens executivos e pessoas do mundo corporativo, mas se você não faz parte desse grupo, não há nenhum problema em conhecê-la. Em Santiago ela é realizada no alto de um edificio, portanto é uma experiência diferenciada. O horário e dia da semana ( quarta a partir das 19:00 hrs ) são diferenciados para atender ao público especifico. Vale a pena conferir.

http://www.afterofficesantiago.cl/ 

Blondie



Essa é uma balada alternativa e foi a primeira que conheci em Santiago. Me apaixonei pelas músicas dos anos 70/80/90 que tocam. A Blondie é conhecida por tocar Depeche Mode, Massive Attack, Queen, The Smiths e outras bandas do passado que ainda fazem sucesso. É interessante conhecê-la, pois tem um espaço bacana com dois ambientes ( geralmente divididos em pop e rock ) e para conhecer pessoas. 

http://www.blondie.cl/


Bar Constitución



Esse bar-restaurante-balada fica em Bella Vista, o bairro bohemio de Santiago. Aqui você pode encontrar um bar-restaurante até determinada hora e depois uma ótima balada em dois ambientes. O Bar Constitución é muito bem frequentado e costuma ser point de estrangeiros e turistas. A música é diversificada entre eletrônica, hip-hop e reggaeton, o "funk" latino.

http://barconstitucion.cl/


Las Urracas



Pra finalizar a lista, uma balada de Vitacura. " Las Urracas" costuma ter um público mais seletivo, e a música é intercalada entre eletrônica e música latina. Assim como as demais apresenta um bom espaço e é um point de encontro, muita vezes de estudantes ou empresários.

http://www.lasurracas.com/inicio.html



Agora algumas opções para comer em Santiago. Os valores de pratos não são muito diferentes do Brasil. Talvez você encontre lugares mais caros, e outros mais baratos. Eu não entendo muito de gastronomia, então minha opinião é de puro turista. E prepare-se para comer abacate, pois no Chile " la palta" é venerada. Vamos lá pra lista.

Hard Rock Café




Esse é um outro point que você encontrará em vário lugares do mundo. Está super bem localizado e a sua ambientação é simplesmente incrível. Com guitarras, roupas e artefatos de artistas do mundo todo, o Hard Rock tem um preço aessível, mas se você quiser economizar é melhor ver outra opção. Um drink sai em torno de $6.000 ( R$27,00). Além de estar em um lugar famoso no mundo todo, o Hard geralmente tem música ao vivo e o atendimento é ótimo. É um bom lugar para comemorar o aniversário também. A comida é bacana, mas cara, a especialidade são os drinks e sobremesa. O sorvete é divino, vale a pena conferir.

http://www.hardrock.com/locations/cafes3/cafe.aspx?LocationID=566&MIBEnumID=3
 

The Clinic



Esse foi o meu lugar favorito em Santiago. The Clinic é um típico pub com um ótimo atendimento e boas pedidas de bebidas e comida. Nele você encontrará uma ambientação totalmente diversificada e interessante. O bar possui toda uma decoração e uma preparação de acordo com o jornal/revista santiaguino " The Clinic" que possui uma visão humorada e critica social da sociedade e política chilena. O local apresenta "O menu do dia" e a "frase do dia" de acordo com os acontecimentos recentes, e os drinks tem nomes engraçados. É um bom lugar para fotos e quem sabe conhecer um pouco da política e sociedade chilena.

http://www.bartheclinic.cl/

La Piojera



Se você tiver a fim de conhecer as bebidas típicas do Chile, esse é o lugar certo. O "Palácio Popular", não ganha por seu charme ou pelo beleza, mas sim por já ser conhecido como o lugar a conhecer a bebida típica chilena, e não estamos falando do celebrado vinho, e sim dos famosos " terremotos" e o delicioso "pisco sour". Aqui você encontrará música típica, comida típica ( chorrillana, empanadas, etc ) e algo mais rústico que nos citados anteriormente, mas não deve deixar de conhecer.

http://www.lapiojera.cl/

Restaurante Giratório



Com toda a certeza esse é o lugar que mais do que a comida, oferece a melhor vista de Santiago. Com suas paredes de vidro e o seu peculiar giro, você pode admirar a linda paisagem da capital, enquanto saboreia uma boa comida e toma o melhor vinho do mundo, o chileno. Comer aí não é muito barato, mas vale a pena. Um jantar sai em média R$90,00 com tudo que você tenha direito. A única coisa que eu não gostei foi do atendimento. Achei os garçons muito afobados e não muito receptivos, mas talvez tenha sido minha experiência. Deixo a dica de você almoçar no giratório para poder melhor apreciar a vista da cordilheira dos Andes.

http://www.giratorio.cl/

Le Fournil



Se encontra no conhecido e bem frequentado "Pátio Bella Vista", local onde você tem várias opções, entre elas o Le Fournil. Bristrô francês e café, localizado no nível superior do Patio , tem um ótimo ambiente e um atendimento muito bom. A comida também não deixa a desejar, e seus pratos foram premiados por publicações chilenas no ano de 2010 e 2011. Comer no "Le Fournil não sai muito caro, um prato está em torno de R$40,00.

http://www.lefournil.cl/

Aqui segue uma lista de outras opções. Algumas eu visitei, outras não. Se você conhece algo mais, deixa nos comentários. Uma última dica: Não deixe Santiago sem conhecer um pouco dos seus pratos típicos: sopaipillas, chorrilllana, casuela e os drinks terremoto e o pisco sour. Você não se arrependerá.


Dublin
Mansión Po
La Greda
Pátio Bella Vista
Doggis
Mercado Central
Tanta ( Peruano )
Concha y Toro
El Sótano
Paulistano
Tiramisú 
Santa Brasa
Como água para Chocolate
Santería
El caramaño
Bokalolka
 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Em Busca da Neve...


Um dos meus objetivos aqui no Chile era conhecer a neve. Os brasileiros que visitam esse país andino, em sua maioria, veem com o mesmo motivo. Saber como é caminhar na neve, sentir a “textura”, fazer um boneco, guerra de neve e pasmem, sentir o seu gosto, que nada mais é que água, sempre foram sonhos. Talvez seja pelos filmes americanos que estamos acostumados a ver. A associação de neve e natal é tão forte, que é difícil imaginar que tão perto do Brasil, no hemisfério sul, exista lugares que oferecem a realização desse sonho brasileiro. Outro fator é que vivermos em um país tropical. O frio é algo tão alheio a nossa realidade, que países como Argentina e Chile são lugares de férias de inverno dos brasileiros.

O que eu não sabia, e nem imaginava, era que seria super difícil encontrar a neve. Eu não tinha  objetivo de esquiar ou fazer qualquer um dos  esportes radicais oferecidos próximo a Santiago, como no Valle Nevado. O que eu queria mesmo era conhecer, brincar e sentir a sensação da neve. Outros tipos de atividades ficam para a próxima vez. O fato é que já faz mais de um mês que nós ( eu e meus amigos de intercâmbio) estamos literalmente “ em busca da neve”.
Nossa primeira parada foi nossa viagem para Pucón. Como já disse em um post anterior, nossa motivação para conhecer a cidade era o famoso vulcão Villarrica, que possui o cume congelado. Infelizmente por questões climáticas não foi possível subir. Desceríamos a montanha em uma espécie de esqui pela neve, mas sentado, o conhecido esqui-bunda. Pelos relatos que ouvi, é muito divertido. Nossa frustração naquele momento foi dupla, já que não vimos à neve e não subimos o vulcão.
A outra oportunidade também foi em Pucón, no Parque Huerquehue. Devido às chuvas e o frio que fazia na cidade, supostamente haveria neve no alto da montanha que estávamos subindo. Porém, mais uma vez, não subimos até o topo, chegando a pouco mais da metade ( o que não deixou de ser uma super aventura ), pelas condições do tempo. Nossa resistência de estudantes também não ajudou, já que chuva, frio, lama e montanha não combinam muito bem.

Pucon no inverno - Internet

Já que o sul do Chile não nos proporcionou a experiência da neve, resolvemos que seria mais fácil aqui em Santiago mesmo. Nossas opções eram o Valle Nevado, que teria um custo médio de $40.000 ( cerca de R$170,00 ) ou Cajón del Maipo, uma região próxima a Santiago, na qual você pode ir grátis. Só precisávamos de alguém que conhecesse a região e pegar um ônibus até lá. Conversamos com nossos amigos da faculdade e marcamos um dia. Entretanto, não seria dessa vez que voltaríamos a ser criança na neve. As meninas ficaram doentes e cancelamos a ida ao Cajón del Maipo.
Já estava parecendo impossível essa viagem, e agora esperávamos uma chuva forte pra poder nevar novamente na cordilheira e podermos organizar algo.

Cajón del Maipo
As meninas resolveram ir ao Valle Nevado depois de 3 dias de chuva na capital chilena. Eu achei melhor ir à opção mais barata, e um amigo da faculdade me convidou em um primeiro momento. Enfim fomos a sonhada neve... Mas, como essa história é uma aventura o lugar estava fechado, devido ao alto acúmulo de neve.
Já tinha perdido as esperanças, e já me imaginava voltando pro Brasil sem sentir o gostinho de neve... Quando outros dois amigos da faculdade me convidam para ir novamente ao Cajón del Maipo, dessa vez, com uma promessa maior de neve.
Acordei as 6hrs da manhã ( pela primeira vez desde que cheguei por terras chilenas ), preenchi a mochila com luvas, tocas, agasalhos e meias, e fui em pleno domingo para a casa dos meus amigos. Tudo parecia correr bem, afinal, eu estava dentro do horário ( havíamos marcado as 8:15 hrs e quando eu chegasse ao metro “Los Quillales” deveria chamá-los para que me buscassem), e o dia estava muito propicio. Porém, como eu acho que tinha alguma coisa que não queria me deixar conhecer a utópica neve, o meu celular simplesmente decidiu morrer naquela manhã de domingo, e eu fiquei  perdido no metro. Sem ter como chamar meu amigo, pedi celular emprestado na rua, mas ninguém me ajudou. Apesar do problema, eu estava calmo, e pensei “ vou caminhar pelo bairro até encontrar a casa”, e foi isso que fiz. Caminhei por “La Florida”, até encontrar a casa do meu amigo. Quando já estava quase desistindo, encontrei. Com alivio e ansiedade fomos à busca da neve.
Apesar de estar próximo a Santiago, o povoado “ San Jose Del Maipo” é um lugar muito calmo, pequeno, e com uma beleza esplêndida. Em mais um menos 1 hora e meia você chega no lugar. Um ponto de esquecer-se dos problemas e apreciar a natureza. Durante a viagem de carro, fiquei imaginando se ocorreria outro problema para que eu não conseguisse chegar ao meu objetivo. Fiquei torcendo para que não fosse nada relacionado a acidentes nas estradas estreitas e perigosas da subida nas cordilheiras.

O povoado de San Jose del Maipo

 Quando enfim vi a neve foi um alivio. Posso dizer que me emocionei. Ver as pequenas casinhas com o telhado todo branco. Aquela paisagem contrastante entre o claro e o verde. O brilho do sol refletivo na neve e as crianças correndo e brincando como em qualquer filme americano. É tudo muito mágico.  Corri como uma criança e fiz guerra de neve com a família do meu amigo. Fizemos nossa boneca de neve, carinhosamente chamada de “Willa”, em minha homenagem. A Willa, bravamente resistiu e chegou a Santiago.

Eu e Willa, nossa boneca de neve
Rimos e nos divertirmos como nunca. Uma coisa curiosa é que apesar de estar frio, eu senti muito calor. Tive que tirar agasalhos e o único lugar que eu sentia congelar eram meus dedos.

Mesmo sendo grátis, e não tendo as dezenas de possibilidades que o Valle Nevado e outros lugares de esqui chilenos possuem,  o Cajón del Maipo com toda certeza proporciona uma paisagem incrível. Transporta-te para um mundo diferente e mágico. Estar entre a cordilheira, sentir aquele gostoso cheiro de natureza, caminhar entre a neve e o gramado e ver no rosto de cada pessoa a alegria de voltar a ser criança é impagável. A minha busca pela neve foi longa, mas não deixou de ser emocionante. Obrigado Chile.


O sorriso de criança


A neve tem gosto de... Água, hehe.
Além de gelada, a paisagem é encantadora

Aqui vai meu vídeo do meu primeiro contato com a neve: